Dez jogadoras e um técnico anunciaram seus planos de ficar de fora da temporada 2020

A temporada 2020 da WNBA parece estar no caminho para o início. A liga divulgou recentemente seu plano de jogar uma temporada regular de 22 jogos, seguida pelo formato tradicional de playoff, na IMG Academy em Bradenton, Flórida. Mas, um número considerável de jogadoras decidiu desistir da temporada 2020.

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Embora haja basquete, não é preciso dizer que essa não será uma temporada normal. O COVID-19 encurtou a WNBA e exigiu que todas as 12 equipes se reunissem em um ambiente de bolha ala NBA. Os principais nomes da liga não participarão.  Entre preocupações e problemas de saúde em torno do COVID-19, ou combate a brutalidade policial e justiça social nos Estados Unidos

Abaixo algumas jogadoras e técnico que optaram por não participar da temporada 2020 da WNBA.

Dan Hughes – Seattle Storm

O técnico Dan Hughes não se juntará ao Seattle Storm para a próxima temporada da WNBA em Bradenton, Flórida, anunciou a organização (29/05). O assistente do Storm, Gary Kloppenburg, será o treinador principal e será assistido pela ex-jogadora da WNBA Noelle Quinn e Ryan Webb.

Em 2019, Hughes foi diagnosticado com um tumor em seu apêndice. Ele conseguiu retornar ao Storm após perder nove jogos na temporada, e Kloppenburg também atuou como treinador durante esse período. Kloppenburg teve uma vasta experiência como treinador e assistente de outras organizações da WNBA.

Após uma avaliação médica da WNBA e consulta com o médico de Hughes, foi determinado que o técnico poderia estar em grande risco caso contraísse o coronavírus.

Maya Moore – Minnesota Lynx

Quatro vezes campeã da WNBA. Duas vezes medalhista de ouro olímpica. Duas vezes campeã mundial. Maya Moore decidiu não atuar na WNBA pelo segundo ano consecutivo, antes da pandemia. 

Uma das melhores jogadoras da atualidade, Maya seguia buscando provar a inocência de Jonathan Irons, de Missouri, sua terra natal. Condenado a 50 anos de prisão, aos 16 anos por roubo e agressão a um homem em sua casa com uma arma. 

Estou em paz agora com a minha vida e não quero mudar nada. O basquete não tem sido o principal em minha mente no momento. Consegui descansar e me conectar com as pessoas ao meu redor, e na verdade estar na presença deles depois de todos esses anos na estrada. Com isso pude estar por perto para conhecer o Jonathan e estou focada em provar a sua inocência“, disse ao New York Times.

“Graças a Deus acabou”, Maya teve sua luta recompensada. Na última quarta-feira (01), depois de 22 anos na cadeia, Jonathan foi oficialmente libertado do Centro Correcional de Jefferson City, no Missouri (EUA), com o auxílio da estrela da WNBA.

Rebecca Allen, New York Liberty 

Rebecca Allen decidiu não participar da temporada 2020 da WNBA, na Flórida. “A incerteza da crise do COVID-19 e os riscos logísticos à saúde relacionados às viagens, me levaram a concluir que é melhor eu não jogar na WNBA este ano“.

Rebecca fez sua estréia na WNBA com o Liberty em 2015. Em suas cinco temporadas pela equipe, obteve uma média de 4,6 pontos e 2,0 rebotes.  

Na última temporada, teve médias de de 7,2 pontos em 17,2 minutos; apesar de sofrer uma lesão na mão.

Natasha Cloud – Washington Mystics 

A guarda do primeiro título (2019) do Mystics, Natasha Cloud, deixará a equipe nesta temporada. Cloud anunciou que estará fora da temporada 2020 para se concentrar em questões de justiça social.

Uma responsabilidade comigo mesma, com minha comunidade e com meus futuros filhos a lutar por algo muito maior que eu e o jogo de basquete. “

Cloud esteve com os Mystics ao longo de cinco temporadas na WNBA. E obteve média de 9,0 pontos e 5,6 assistências na última temporada.

Renee Montgomery – Atlanta Dream 

Renee Montgomery, armadora de Atlanta, deixará a temporada WNBA 2020 para se concentrar em promover causas de justiça social. Montgomery é uma das jogadoras da WNBA que assumiram a linha de frente na defesa da justiça social e mergulharam na luta contra a desigualdade racial que resultaram dos recentes casos de George Floyd, Breonna Taylor e Ahmaud Arbery.

Montgomery tem atuado em Atlanta, entregando água a manifestantes, levantando dinheiro através de sua fundação para facilitar o movimento e iniciando diálogos com representantes locais para facilitar discussões para mudanças legislativas.

Atlanta Dream apoiou a sua decisão, dizendo que isso reflete o desejo da WNBA de incentivar as jogadoras a serem ativas em causas sociais. A equipe fez uma doação à fundação de Renee, fundada no ano passado para ajudar as crianças a praticar esportes.

Tiffany Hayes – Atlanta Dream 

Segunda jogadora do Atlanta Dream a desistir da temporada 2020, juntando- se a Renee Montgomery. Hayes não mencionou especificamente um motivo, mas observou que com “tudo o que está acontecendo agora“, optou em não jogar.

Hayes foi a escolha do segundo turno do Draft 2012 e jogou todas as oito temporadas em Atlanta, com média de 13,6 pontos, 3,3 rebotes e 2,4 assistências. Ela é a líder de todos os tempos do Dream na linha de três, somando 273 pontos.

Kristi Tolliver – Los Angeles Sparks

Depois de ajudar os Mystics a conquistar o título na última temporada, Toliver optou por voltar a Los Angeles. Assinando um contrato de três anos com o Sparks em agência gratuita. Sua segunda passagem pela equipe não chegará até 2021, no entanto, pois ela ficará de fora devido a preocupações com a pandemia.

Tendo em vista as questões de justiça social que estão finalmente e legitimamente à frente e no centro do EUA. Toliver pretende encontrar novas maneiras de causar um impacto positivo em sua comunidade.

Cecilia Zandalasini – Minnesota Lynx

Cecilia Zandalasini perderá a temporada 2020 devido a uma decisão pessoal. Para ocupar seu lugar na lista, o Lynx contratou a jogadora Megan Huff.

Zandalasini ganhou a WNBA 2017 com o Lynx. Na última temporada, jogou na Letônia pelo TTT Riga e registrou 11,0 pontos, 9,2 rebotes e 1,3 assistências na competição.

Chiney Ogwumike – Los Angeles Sparks 

O Los Angeles Sparks ficará sem Chiney Ogwumike para a temporada da WNBA, para que possam preservar sua saúde.

Ogwumike, a escolha número 1 do Connecticut Sun em 2014 perdeu duas temporadas para lidar com lesões e, com o cronograma reduzido, cuidou de sua saúde.  Ela perdeu a temporada 2015 com uma lesão no joelho e 2017 por causa de uma lesão no tendão de Aquiles. 

O intuito de Ogwumike, é utilizar o tempo para cuidar da saúde mental e física para a temporada de 2021 e ”encontrar novas maneiras de causar um impacto positivo em minha comunidade ”.

Ogwumike chegou ao Sparks na última temporada para jogar com sua irmã Nneka, com média de 9,6 pontos e 5,8 rebotes.

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 LaToya Sanders – Washington Mystics 

LaToya figura crucial do título dos Mystics na temporada passada. Mas, não estará por perto enquanto tentam repetir a dose em 2020. Sanders, que é anêmica, decidiu não jogar devido a problemas de saúde em torno do coronavírus.

Sanders teve médias de 6,1 pontos e 5,5 rebotes para o Mystics na última temporada.  Ela foi escolhida pela Phoenix Mercury na primeira rodada do draft em 2008 e passou as últimas cinco temporadas em Mystics.

 Jonquel Jones – Connecticut Sun 

Selecionada inicialmente na sexta posição geral pelo LA Sparks (negociada com o Sun na noite do draft por Chelsea Gray) em 2016, ela se tornou um dos melhores nomes da WNBA durante os anos 2010. A troca entre o Sparks e a Sun durante o draft de 2016 é considerado um dos melhores negócios da história da WNBA. 

Jonquel liderou o Sun nas finais pela primeira vez desde 2005. Jones decidiu optar não participar da bolha WNBA por causa de preocupações com o COVID-19.

Na temporada de 2019, Jones tornou-se titular absoluta.  Ela foi nomeada para o All-star da WNBA pela segunda vez em sua carreira como titular da equipe.  Jones liderou a WNBA em rebotes e bloqueios (empatados com Brittney Griner) durante a temporada teve médias de 9,7 pontos. 

Embora a temporada 2020 da WNBA seja disputada sem a presença de público, devido à pandemia, a liga segue pensando em maneiras de aproximar a liga e atletas aos fãs. Provavelmente, as partidas terão transmissão da ESPN, CBS Sports Network, NBA TV e Twitter. 

A temporada WNBA 2020 será, sem dúvida, uma experiência diferente para todos. E saudamos as jogadoras que optaram por defender a reforma da justiça social e racial. Grande decisão nobre que vai além das quadras. Realçando a importância do posicionamento de atletas contra as desigualdades raciais e sociais.

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