Temporada 2020 deve começar no final de julho na IMG Academy em Bradenton, Flórida

Como sabemos, a WNBA planeja realizar a temporada 2020. Com um cronograma competitivo de 22 jogos para cada uma das 12 equipes, seguidos por um formato tradicional de playoff (jogos de eliminação única para a primeira e segunda rodadas e séries de cinco jogos para as semifinais e finais da WNBA), e sem a presença de público nos jogos.

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As equipes retornaram às suas instalações para treinos na semana passada e devem viajar para a Flórida em 6 de julho, com a temporada iniciando em 24 de julho. Atualmente, Damiris Dantas é a única representante do Brasil na liga, a atleta defende o Minnesota Lynx.

Em meio a novos surtos de COVID-19 no estado da Flórida, a liga e as jogadoras continuam a revisar os protocolos de saúde e segurança adequados. As jogadoras foram informadas detalhadamente sobre o processo de teste de coronavírus, suas condições de vida e como será a vida na bolha durante a temporada. Conheça os detalhes da WNBA Bubble: 

Processo de proteção contra o COVID-19  

Antes de chegar a IMG Academy, as atletas passaram por uma triagem física e cardíaca, preenchendo um questionário médico e realizaram três testes de coronavírus, além da quarentena, estipulada em uma semana antes da data de chegada, de acordo com Mechelle Voepel, da ESPN norte-americana.

O questionário da WNBA não foi disponibilizado, mas o formulário da NBA pergunta, entre outras coisas, se os atletas já tiveram algum sintoma de COVID-19, se entraram em contato com alguém que testou positivo e se tem quaisquer fatores de risco que possam torná-los mais suscetíveis ao vírus.

A atleta diagnosticada positiva ao coronavírus, não poderá viajar com sua equipe. Para a ida ao local, deverá seguir o protocolo do CDC (Centers for Disease Control), incluindo, testes antes de ser liberada para ingressar na bolha.

Processo de teste na IMG Academy

Após a chegada ao local, as equipes serão submetidas a outro teste de COVID-19, e depois ficarão em isolamento por quatro dias em seus respectivos alojamentos. Os treinamentos na bolha está previsto para iniciar no dia 10 de julho, com a temporada iniciando oficialmente em 24 de julho.

Segundo o protocolo, os testes serão realizados durante a realização da temporada regularmente. Todas as jogadoras e funcionários serão testados diariamente durante as duas primeiras semanas, e depois disso, diminuindo levemente com testes regulares complementados por verificações de temperatura. 

Além disso, jogadoras e funcionários deverão usar máscaras o tempo todo, exceto durante os treinos e jogos, quando estiverem em seus próprios quartos, fazendo refeições e fora enquanto praticam o distanciamento social.

Tendo uma comissão médica para avaliar as aplicações, verificar as temperaturas e sintomas. A WNBA planeja o uso dos anéis inteligentes, como a NBA. O anel será capaz de prever sintomas de COVID-19 com até três dias de antecedência, com precisão de 90%. O anel pode medir a temperatura corporal, funções respiratórias e frequência cardíaca das atletas. 

“A liga comprometeu-se a não começar a temporada a menos que a associação de jogadores e as partes interessadas necessárias estejam convencidas de que todos os protocolos de segurança estão em vigor”, disse Terri Jackson, diretora executiva da associação de jogadoras.

Caso positivo na bolha

Se uma jogadora tiver um resultado positivo, ela será testada novamente para confirmar o diagnóstico. Se o segundo teste também retornar positivo, a jogadora será retirada do campus para quarentena.

Em caso de retorno da jogadora, assim como a NBA, será necessário seguir os protocolos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, o processo poderá levar semanas. Todas a equipe que interagiu com a atleta estaria sujeita a testes extras. 

Jogadoras que optarem não jogar na WNBA 2020

O prazo para as jogadoras anunciarem se estão optando por sair ou continuar se encerrou  (25/06). Tanto a WNBA quanto a associação enfatizaram que apoiarão quem não quiser jogar por qualquer motivo. As jogadoras receberão dois salários por enquanto, após a desistência da temporada 2020, não receberão salário.

Dentre motivos pessoais, combate à justiça social e brutalidade policial, problemas de saúde, e preocupação com a segurança e o bem-estar devido ao coronavírus; dez jogadoras e um técnico desistiram da temporada. 

Optaram por não jogar: Maya Moore (Minnesota Lynx), Renee Montgomery (Atlanta Dream), Tiffany Hayes (Atlanta Dream), Rebecca Allen (New York Liberty), Natasha Cloud (Washington Mystics), Kristi Toliver (Los Angeles Sparks), Cecilia Zandalasini (Minnesota Lynx), Chiney Ogwumike (Los Angeles Sparks), LaToya Sanders (Washington Mystics) e Jonquel Jones (Connecticut Sun). O técnico do Seattle Storm,  Dan Hughes, também pediu dispensa. Após uma avaliação médica da WNBA e consulta com o médico de Hughes, determinaram que o técnico poderá estar em risco devido seu sistema imunológico estar bem fraco devido a uma operação que realizou para a retirada de um tumor no apêndice.

 Indivíduos identificados como grupo de risco na bolha

Os médicos da equipe revisará os questionários médicos preenchidos por jogadores, treinadores e outras pessoas para determinar se terão certas restrições às atividades devido ao potencial risco de contágio do vírus. A liga pagará o salário integral a todas as jogadoras que precisam ficar de fora por causa de condições de saúde confirmadas por médicos. 

Segundo pesquisas científicas, o coronavírus é mais letal em idosos (60 anos ou mais). Atualmente, cinco dos 12 técnicos que estarão na IMG são do grupo de risco: Mike Thibault (69 anos, Washington Mystics),  Marianne Stanley (66 anos, Indiana Fever), Dan Hughes (65 anos, Seattle Storm), Bill Laimbeer (63 anos, Las Vegas Aces) e Brian Agler (61 anos, de Dallas Wings). 

Funcionários permitidos por equipe 

A WNBA permitirá na bolha, apenas 12 jogadoras e seis funcionários para cada equipe. Apenas 18 pessoas por equipe, muito menos que as 37 por equipe que a NBA está permitindo. Embora menos pessoas devam ajudar a manter todos em segurança, permitir apenas seis funcionários forçam as equipes tomar algumas decisões difíceis.

Para o número pequeno, a WNBA rebateu que não há muito espaço disponível na IMG para abrigar mais membros. Além disso, estão tentando manter a bolha o menor possível. Os funcionários da IMG auxiliarão a WNBA, seguindo seu próprio protocolo de segurança.

Quem terá permissão para se juntar as atletas na IMG

Jogadoras mães poderão trazer seus filhos, juntamente com um (a) cuidador (a). De acordo com os compromissos fechados com a liga e associação em janeiro. Jogadoras com no mínimo cinco anos de WNBA, poderão levar um cônjuge ou parente para permanecer na IMG, durante a temporada. 

Quando os playoffs chegarem às semifinais, todas as jogadoras de qualquer nível de experiência que ainda estejam na bolha, poderão trazer um parente. Mas, as jogadoras deverão pagar pelo alojamento, testes e refeições da pessoa. 

Por ora, crianças e convidados não poderão participar de jogos, que serão limitados apenas a funcionários essenciais. A regra pode ser reconsiderada na temporada regular ou durante os playoffs.

Na próxima semana, as atletas chegarão a IMG ACademy. A área da WNBA será exclusiva para o uso da liga durante a temporada, mesmo que outras partes do campus estejam sendo usadas pelo IMG para outros fins. Mas, a liga garante que ninguém deve cruzar ou interferir na bolha 

A IMG Academy possui quatro quadras cobertas totalmente equipadas. Existe um centro de desempenho que inclui uma grande sala de musculação, além de um centro acadêmico que será usado para reuniões de equipe. As partidas serão realizados em duas quadras no Feld Entertainment Centers.

Plataforma para combate a injustiça social 

A plataforma será o diferencial da temporada 2020 da WNBA . Incluída no guia da temporada que as jogadoras receberam, a plataforma tem como intuito apoiar e fortalecer o alcance e o impacto da liga e das equipes em questões de justiça social. Uma plataforma dedicada à justiça social, combate ao racismo, direitos LGBTQ, empoderamento econômico e direitos de voto com as próprias jogadoras administrando.

Com o Black Lives Matter, com a representação de mulheres, com causas importantes para a nossa liga. Há uma oportunidade de realmente fazer isso direito. Vi a maneira como nossas jogadoras interagem e obtêm um objetivo. “, disse Cathy Engelbert, Comissária da WNBA”

O plano de ação da WNBA para promover mudanças impactantes, começou com as doações da venda de produtos que promovem o empoderamento feminino Bigger Than Ball (Maior Que A Bola), para a organização Equal Justice Initiative.

Sempre estivemos na vanguarda de iniciativas com forte apoio de #BlackLivesMatter, #SayHerName, comunidade LGBTQ +, controle de armas, direitos de voto, #MeToo, saúde mental. Isso não é apenas necessário do ponto de vista humanitário, mas pode ser uma das maiores oportunidades que esta liga tem e sempre terá.” –  afirma Engelbert 

Transmissão de jogos e mídia no local 

A transmissão dos jogos ainda é uma incerteza, o cronograma ainda está sendo finalizado. Provavelmente, as emissoras ESPN, CBS Sports Network e NBA TV; e a rede social Twitter podem transmitir as partidas. Há também o League Pass, o serviço de streaming da WNBA.

Os veículos de comunicação não serão permitidos na WNBA Bublle. Todo acesso à mídia e entrevistas ocorrerão virtualmente por meio de conferência ou telefonemas do aplicativo Zoom. A WNBA alegou que continuará monitorando os protocolos de saúde e segurança, e ajustando a política se necessário.

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