Safra Chiantia: Após mais de 20 anos, Fúlvio volta a ser decisivo e comanda o Mogi dentro de quadra

Segundo alguns especialistas, os vinhos melhoram com o passar dos anos dentro das garrafas porque é nesse momento que as propriedades estarão em perfeita harmonia, realçando e valorizando os componentes da bebida. Por conta disso, a fama de “quanto mais velho, melhor o vinho” existe. 

Levando essa definição em consideração, o esporte também tem seus “vinhos”. Perto dos 40 anos, Fúlvio é o exemplo de “maturação” nas quadras brasileiras. A primeira vez que a “safra Chiantia” atuou profissionalmente foi na temporada 1998/1999, pelo Nosso Clube. Desde então, o armador vem mostrando nas quadras pelo mundo que, quanto mais o tempo passa, mais ele melhora. 

Fulvio Chiantia
Divulgação NBB

Nas duas últimas temporadas, Fúlvio joga por Mogi das Cruzes e conseguiu se reinventar em quadra, apesar da idade. Na atual temporada do NBB, o experiente armador tem as melhores médias da carreira em todos os fundamentos e ele sabe o porque disso. 

“Mudei mais a agressividade em direção a cesta, o Guerrinha desde que eu cheguei pediu isso. Acredito que tive que colocar mais volume em pontuação e devido ao protagonismo, mais tempo de quadra, as coisas vão acontecendo”.

-Os dez dias de pausa no NBB deve ter efeito em todas as equipes, principalmente nas que estavam desfalcadas

Sommelier de bom basquete

O sinal de que o amadurecimento na Safra Chiantia estava fazendo bem já acontece há algumas temporadas. Antes de Mogi das Cruzes, Fúlvio conseguiu ter temporadas de destaque em São José, Brasília e Bauru. 

Por conta disso, Fúlvio é direto quando comentam sobre o atual momento que vive sob comando de Guerrinha. “Fico feliz com os números e falarem que melhorei, mas acho que tive 2 anos sem muito destaque (em números) e acharam que eu não tinha mais basquete”. 

Fúlvio
Divulgação FIBA

Mas o caminho para viver esse momento não é e não está fácil. Aos 39 anos, Fúlvio vive, em números, sua terceira melhor temporada na história do NBB, e o entendimento do que precisava fazer para que seu vinho chegasse tendo o melhor saber em 2021 teve alguns detalhes. “Segredo é ter disciplina, cuidar da mente e corpo, e saber usar o descanso, entender que ele faz parte do treinamento do atleta. (Aprendi) a ter cuidado com o corpo, com a alimentação e respeitar o descanso”.  

Ele ainda tem garrafa para vender, de algumas formas

Quem vê Fúlvio em quadra com a camisa 2 do Mogi das Cruzes, não fica impressionado somente com a forma como ele atua nos dois lados da quadra. A relação com o técnico Guerrinha, que pediu mais agressividade ao atleta quando ele chegou para o time, é mais aberta. 

Por conta disso, em algumas oportunidades, é possível ver o armador usando os pedidos de tempo, intervalos e finais de partidas para passar uma dica, orientação e até ensinamento para os jogadores mais jovens do time, como Lessa e Ziggy. 

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Fúlvio Chiantia
Divulgação Mogi

Além disso, mesmo pertinho dos 40, Fúlvio se vê ainda dentro de quadra por um tempo “indeterminado”. “Basquete é minha vida, amo a rotina, a competitividade a adrenalina e tudo que envolve o esporte. Não sei até quando vou parar, até quando meu corpo aguentar vou jogar. Depois tenho certeza que vou seguir no basquete”. 

Perguntado sobre a analogia com os vinhos e a forma como a sua carreira se desenvolveu, Fúlvio sorriu e comentou “Gosto da analogia, e adoro bons vinhos”.

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