Obrigado por tudo Lucas Bebê!

O pivô brasileiro Lucas Bebê, com passagens pela NBA e pela Europa se despede do Basquetebol

Quando alguém começa a praticar algum esporte, no nosso caso o Basquete, essa pessoa não está pensando na aposentadoria e nem quando ela vai acontecer. Podemos garantir aqui, que o pequeno Lucas “Bebê” Nogueira, ao dar suas primeiras passadas nas quadras de Basquete, não esperava se aposentar aos 28 anos.

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O pequeno cresceu, o apelido “Bebê” pegou e o não mais pequeno, foi conquistando seu espaço no mundo do Basquete. Desde as categorias de base, tanto em clubes, como em seleção, Basquetebol Europeu e a NBA. Você tem idéia de que menos de 1% dos jogadores de Basquete do mundo chegam na NBA?

Na temporada 2020/21 da maior liga de Basquete profissional do mundo, o número exato de jogadores com contratos ativos é de 441 e um dia entre esses 400 jogadores podíamos ver o Lucas ‘Bebê’ Nogueira, chegando na NBA e buscando seu espaço no cenário mundial.

Bebê, foi Draftado pelo Boston Celtics em 2013, passando por uma série de trocas indo parar no Toronto Raptors. Dividindo suas atuações, entre a NBA e a G-League, polarizou opiniões. Porém caiu na graça de Rômulo Mendonça, com seu ufanismo gritando para todo mundo ouvir “porteiraço do enem”.

Antes e depois da NBA, o pivô brasileiro teve passagens pelo Basquete Europeu. Quando em 2020 finalmente sua estréia no Basquete profissional brasileiro, Lucas Bebê jogaria pelo Fortaleza Basquete Cearense.

Lucas Bebê “… basquete sempre fez parte da minha vida…”

Sem dúvidas o Basquetebol brasileiro perde um grande nome, mas essa “perda”, ativa um grande alerta: o da saúde mental.

Falar de saúde mental pensando na NBA pode parecer fácil, já que estamos falando de uma das ligas mais progressistas do mundo e que vem aprendendo a lidar com o tema. Inclusive, muitas dessas discussões são endossadas por jogadores como Kevin Love, Derrick Rose, DeMar DeRozan e, mais recentemente, Paul George.

No Brasil, o assunto está em um momento de transição entre ser um tabu e o ponto de ser importante. O técnico do Pato Basquete, Dedé Barbosa, em sua participação no Nosso Área, alerta sobre o problema e a necessidade de uma equipe multidisciplinar em equipes de Basquete.

Lidar com lesões e outros processos que envolvem o esporte profissional e que impactam diretamente a saúde mental de pessoas, não pode ser tratado como tabu.

“… a partir do momento que você não é mais feliz…”

Não podemos falar muito mais sobre a aposentadoria de Lucas “Bebê” Nogueira, o que podemos fazer é simplesmente entender o momento do agora ex-atleta e torcer para que ele se encontre, que definitivamente ele encontre essa felicidade.

Em 2019, Lucas Bebê falou publicamente sobre depressão para os canais ESPN. Inclusive, esse foi o motivo do rompimento com o Fuenlabrada, da Espanha. Bebê estava treinando no Brasil, quando, em 2020, assinou com o Fortaleza Basquete Cearense.

Lucas Bebê defendeu o Fortaleza até ser afastado após confusão com o técnico Alberto Bial. Após, em janeiro de 2021, o jogador anunciou o seu desligamento da equipe. Curiosamente, o anúncio aconteceu no mês da campanha para a conscientização sobre os cuidados de saúde mental.

Toda a equipe do Área Restritiva deseja sorte ao Lucas Nogueira, e que ele reencontre a felicidade, que ele perdeu com o tempo!

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