Estamos caminhando para a NBA finals, sem os times do atual MVP da temporada regular e o atual campeão.

A temporada 2019/20 da NBA sem dúvidas vai entrar para a história. Na NBA AC conhecemos um Milwaukee Bucks que veio para quebrar todos os recordes, um Toronto Raptors contra tudo e contra todos, o Pacers tentando se reencontrar com o retorno de Oladipo, o Miami Heat apresentando o que é a Heat Culture para o mundo.

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Mas ai veio o covid-19 e conhecemos a NBA DC, a NBA Bubble veio com uma proposta diferente e mostrou para o mundo o que é gestão de crise, conseguiu criar uma bolha sem nenhum caso e aumentou exponencialmente a interação dos fãs com a liga, o que é incrível por si só.

Porém nem tudo são flores no reino mágico da Disney, o até então favorito do leste, Milwaukee Bucks, sofreu para vencer o Orlando Magic e caiu perante o Miami Heat. O Toronto Raptors fez uma série tranquila contra o Brooklyn Nets e levou o confronto com o Celtics para o jogo 7, mas não resistiu.

O favorito da NBA não aguentou o isolamento social e voltou pra casa

São raras as pessoas que acreditavam em mais de um favorito no leste, afinal se defrontar com um Milwaukee Bucks quebrando recordes da NBA e o Giannis Antetokounmpo (atual MVP) novamente na corrida pelo MVP da temporada regular. Eles facilitaram o “trabalho”, era fácil apostar na franquia do cervo. Mas fica tranquilo, ninguém está te julgando.

O Toronto Raptors depois da saída de Kawhi Leonard e com todos os problemas de lesões (foram somente 12 jogos AC com o elenco completo), se reinventou, se fortaleceu e o Nick Nurse ganhou o prêmio de melhor técnico do ano. Mas também te entendemos, não vamos te julgar se você não confiava em uma final da NBA com o atual campeão.

Só que se não podemos apostar no atual campeão e no time do atual MVP da temporada regular, vamos apostar em quem? Quem seria o favorito? Aí é que está o problema! Se na NBA 2019/20 tinha um favorito ele estaria entre esses dois e não entre Boston Celtics e Miami Heat, não é verdade?

Um novo ciclo, um novo Heat e o centro será o Jimmy Butler
Estamos assistindo o começo de um novo Miami Heat o quarto ciclo do Heat de Spoelstra. Foto: Divulgação/NBAE

O ano do Miami Heat, ainda não é esse. Mas pode ser!

O time do poderoso chefão da NBA, Pat Riley, é um time silencioso e monstruoso. Montado sem pressa, entendendo o mercado e reorganizando tudo para esse momento, que podemos te dizer ainda não é o momento do Heat e o Pat Riley sabe disso, porém eles podem sim colher os louros antes da hora que não tem problema algum com isso.

Talvez nesse momento e com a chuva de informação sobre a NBA, você não teve tempo de organizar os pensamentos quanto ao Miami Heat, mas a franquia tem 5 títulos de conferência (2006, 2011, 2012, 2013, 2014) e três títulos da NBA (2006, 2012, 2013). Pode parecer pouco, mas em menos de 20 anos e com elencos diferentes eles conquistaram 3 títulos e chegaram em 5 finais.

O Miami Heat de 2006 com Dwyane Wade e Shaquille o’Neal era completamente diferente do The Heatles de 2012 e 2013, que por sua vez é completamente diferente do Heat da Heat Culture de 2020. Podemos afirmar que de 6-7 anos o Heat consegue construir um time competitivo e destrutivo para mudar a NBA.

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Analisando o Roster do Heat, Pat Riley organizou o elenco para o novo Heat. Aparentemente o pilar central dos próximos 6-7 anos de Miami Heat será montado sobre o contrato de Jimmy Butler, que tem um contrato de 4 anos, podendo assinar uma extensão de mais um ano em 2023. Outros jogadores como Goran Dragic (Free Agent na próxima temporada), são jogadores em final de contrato ou com contrato com 1-2 anos.

Pensando nisso, estamos exatamente no começo dos próximos 6-7 anos de Heat Culture e já no começo do novo Heat, o time se mostrou perto de estar pronto. Claro pelo trabalho impecável da dupla Erik Spoelstra e Pat Riley.

A dúvida que fica é será que não é cedo? Mas só é possível olhar esse elenco e pensar no quão competente a comissão técnica e o GM Office do Miami Heat é. Sim! Caro leitor, tudo isso é pura competência e um elenco onde claramente um corre pelo outro e que com a injeção de energia vinda do Jimmy Butler é um novo elenco.

O novo Celtics, só precisava de alguém que trouxesse calma.
Com comando dentro e fora de quadra, Boston Celtics é um outro time. Foto: Divulgação/NBAE

O Boston Celtics só precisava de comando dentro de quadra

Boston Celtics era um elenco que a dois anos, ao perderem as finais de conferência para o Cleveland Cavaliers. Todos apostavam em um elenco para 2020, afinal, faltava alguma coisa em 2018.

O Celtics tentou em 2018/19, apesar de individualmente contar com boas peças, o mundo viu o time ruir e por falta de comando não por falta de talento. Jogadores como Ol Horford e Kyrie Irving dividiam os momentos entre falta de comando e não saber comandar o time e Brad Stevens se viu no meio de um fogo cruzado.

Veio a temporada 2019/20, sai Horford, Irving e de quebra o Terry Hozier. Para a chegada do amigãozão de todo mundo. Kemba Walker e Boston apresentou um time onde o comandante do elenco em quadra não precisa da bola da mão e que mesmo não entregando 30 pontos em uma partida, não deixa de fazer o seu papel, o de comandar o novo Boston Celtics.

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Sim! Realmente novo, o jogador mais velho é o Brad Wannamaker com 30 anos, o único nessa faixa de idade. Aqui estamos acompanhando um time montado para suportar o core jovem, Jayson Tatum (21), Marcus Smart (25) e Jaylen Brown (22).

Quanto a esse suporte, Wannamaker não é o mentor do time, papel exercido pelo Kemba, que tem 29 anos e um contrato de 4 anos, ou seja, deve continuar em Boston, ao lado dele, Gordon Hayward também com 29 anos mas com mais um ano de contrato e aqui temos dois jogadores, um que é a liderança em quadra e o outro o bom de vestiário, o resultado Celtics nas finais de conferência.

Boston Celtics x Miami Heat, o mais competente da NBA ganha

Na noite dessa terça-feira (15), assistimos o que foi um jogo de verdade em termos de playoffs da NBA (não que não tenha acontecido, mas a quantidade de decepções são maiores do que os deleites de grandes jogos). Overtime no primeiro jogo da final e o tão querido jogo de Xadrez da NBA.

Duas franquias que não eram favoritas, por ainda não terem conquistado a NBA, afinal, jogar de um lado onde tem um time empurrado por um país e o outro com uma liderança que aos 25 anos já ganhou tudo o que poderia ganhar individualmente na NBA. Fica um pouco complicado se chamar de favorito ao lado desses dois times não?

Curiosamente pelo segundo ano seguindo os fãs da NBA, podem se perguntar será que o melhor técnico do ano não deveria ser de outra pessoa? Já respondo aqui para vocês que não, mas que essa dúvida vai aparecer vai, assim como no ano passado com Mike Bundenholzer, mas isso é assunto para outro texto.

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