Antes mesmo de NBA JAM, o bad-boy Bill Laimbeer teve o seu nome estampado em um jogo de basquete um tanto estranho.

Jogos de esporte lançados com nomes de atletas eram bem populares no final dos anos 80 e começo dos 90. Os astros Michael Jordan e Larry Bird fizeram sucesso com o game Jordan vs. Bird: One on One, e os estúdios que produziam jogos para arcades e consoles viram uma grande oportunidade de fazer dinheiro. Contudo, a escolha do próximo jogador a protagonizar um game surpreendeu a todos, se tratava de Bill Laimbeer.

Quem era Bill Laimbeer?

Bill Laimbeer com sua emblemática máscara facial. Imagem: Divulgação

Antes do lançamento do jogo em 1991, Bill Laimbeer era o polêmico pivô do Detroit Pistons. Com nove anos no time, quatro aparições no All-Star Game (1983-1985 e 1987), uma liderança de rebotes na liga (1986) e duas vezes campeão da NBA (1989 e 1990), Laimbeer era peça chave no time que ficou conhecido como os Bad-Boys.

Ao longo da sua carreira, ficou muito conhecido pelo seu estilo agressivo de jogo. Além de um excelente defensor, Laimbeer era extremamente duro com os adversários, e não tinha nenhum receio em empurrar e distribuir cotoveladas seus adversários nas partidas.

Você já leu o meu primeiro texto aqui? Se liga! Caruso: Até que ponto vale a pena ser um meme?

Entretanto, seu estilo não agradava nem um pouco aos jogadores dos outros times da liga, e as brigas eram frequentes. Charles Barkley, Larry Bird e Patrick Ewing são alguns dos exemplos de jogadores que perderam a cabeça com o pivô dos Pistons.

Sua troca de “gentilezas” com Barkley ficou tão popular na época que os dois gravaram uma cena da briga para o filme Hot Shots ou “Top Gang – Ases Muito Loucos”, sendo esta a ilustre tradução do filme aqui no Brasil.

Bill Laimbeer’s Combat Basketball – Como era o seu game?

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O logo e a interface do game. Imagem: Divulgação

Lançado em 1991, o Bill Laimbeer’s Combat Basketball (Basquete de Combate do Bill Laimbeer) foi produzido pela companhia japonesa Hudson Soft, e pode-se considerar um marco para os jogos de esporte, pois foi o primeiro jogo de basquete do Super Nintendo.

O jogo em si era uma versão remasterizada do Future Basketball, um jogo europeu de basquete produzido para videogames de gerações antigas e computadores.

A história do jogo é um verdadeiro show à parte. Tendo em vista a personalidade agressiva de Bill Laimbeer, o jogo se passa no ano mega-futurista de 2031.

Aposentado, Bill Laimbeer se tornou comissário de uma liga profissional de basquete, e tem a brilhante ideia de demitir todos os juízes. O jogo passa a não ter mais faltas – que seria o sonho de Laimbeer na vida real – porém, esse não é o maior absurdo do game: as armas são legalizadas nas partidas!

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Além desse conceito totalmente anárquico de se jogar basquete – se ainda pudermos considerar isso como basquete – o jogo conta com uma visão aérea da quadra (assim como o primeiro Grand Theft Auto), e na quadra existem itens destrutivos, como bombas.

Evidentemente, nenhum time ou jogador é licenciado no jogo, apesar de existirem 14 equipes com diferentes cores e uniformes. Os times são separados por três divisões, e o player começa jogando na Terceira Divisão com o objetivo de chegar à Super Liga, onde poderá disputar o título máximo.

Alguém gostou do jogo?

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A arte da capa do cartucho do game. Imagem: Divulgação

Com essa premissa fora de todos os padrões possíveis, além de ter a figura de um jogador não tão querido pelos fãs, e sem a licença dos times e jogadores da NBA, o jogo do Bill Laimbeer caiu no completo ostracismo.

Sofrendo críticas severas em reviews de portais de videogames, a qualidade gráfica, sonora e a jogabilidade foram pontos que não agradaram e contribuíram para o fracasso do jogo. Para piorar, dois anos depois era lançado o clássico NBA JAM, que se tornou o jogo de basquete definitivo da década de 90.

Atualmente esse jogo pode ser revisitado em emuladores e para os fãs e colecionadores mais fanáticos de consoles antigos. No entanto, deixo nesse texto a minha recomendação para que este jogo “obscuro” seja revisitado pelos fãs de games esportivos.

Por fim, a peculiaridade desta obra de 32 bits merece uma oportunidade, nem que seja apenas para ser redescoberta. Desde já, garanto que terminando este texto, este estará esmurrando alguns adversários com uniformes cibernéticos na Super Liga do Bill.

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