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  O Basquete Feminino Brasileiro, contra o Mundo, esse foi o Mundial de 94

O Basquete Feminino Brasileiro, contra o Mundo, esse foi o Mundial de 94Brasil cambiava a outro patamar, da campanha contestável a glória. Entre os dias 2 a 12 de junho daquele ano, o caminho para o histórico triunfo se iniciava

Na primeira fase do 12º Campeonato Mundial Adulto Feminino, o Brasil estreou com vitória tranquila sobre Taiwan por 112 a 83, no dia 02 de junho; derrota para Eslováquia por 88 a 99, no dia seguinte dia 03 de junho; e reabilitação diante da Polônia, por 87 a 77, em 04 de junho. O Brasil avançava na segunda colocação do grupo C.

Em Sidney, a segunda fase reservou duelo contra a China, Cuba e Espanha pelo grupo F. A seleção abriu a nova fase vencendo a velha rival Cuba, por 111 a 91, no dia 07 de junho. Perderam por 97 a 90 para a China, em 08 de junho. No dia 09 de junho, veio recuperação diante da forte Espanha, para o técnico Miguel de Ângelo o duelo mais difícil da competição.

“O grande desafio deste campeonato, por incrível que pareça, foi o jogo contra a Espanha. Ficamos atrás uns 37 minutos, passamos na reta final, quase no apagar das luzes onde a Janeth não errou nenhum lance livre, e conseguimos bater essa seleção espanhola. Caso fôssemos derrotados, iríamos disputar de 5° a 8° colocado” –  declarou Miguel.

No dia 11 de junho, a semifinal ocorria contra a poderosa seleção do EUA, que na época era bicampeã consecutiva do torneio, no Sydney Entertainment Centre. A possibilidade de subir ao pódio poderia se tornar realidade, Brasil vencia a seleção norte-americana por 110 a 107. Com destaque do Big Three brasileiro (Hortência, Paula e Janeth) que juntas anotaram 83 pontos, obtendo 42,9 % de aproveitamento nas bola de três e 57, 8% nas bolas de dois.

“A equipe (seleção norte-americana) não vinha perdendo a dois anos, demos uma aula de disciplina tática onde as meninas foram totalmente eficientes, seguindo à risca tudo que foi repassado e planejado pela comissão técnica. Fizemos uma bela vitória. Após o jogo, a dor das norte-americana foram tão fortes que nós que ganhamos e comemoramos o jogo, saímos antes que elas da quadra, não acreditavam naquilo que tinha acontecido”, declarou o técnico Miguel sobre a grande vitória sobre o EUA rumo à final.

A primeira equipe a quebrar a hegemonia Rússia e Estados Unidos como únicos campeões mundiais, o basquete feminino brasileiro conquistava o mundo vencendo a China por 96 a 87.

O sonho virou realidade, com atuação coletiva imposta, o Brasil fechou com chave de ouro com a conquista histórica do mundial da Austrália. Hortência terminou a partida como cestinha do jogo com 27 pontos, três rebotes e duas assistências. Janeth pontuou 20 pontos, com seis rebotes e três assistências. Paula anotou 17 pontos com dois rebotes e seis assistências. Leila converteu 14 pontos com cinco rebotes e três assistências. E Alessandra contribuiu na marcação pesada na pivô chinesa Haixia Zhang de 2,03 metros.

“Após vencermos a seleção espanhola, a fortíssima seleção norte-americana, e na final enfrentamos a China, nada foi empecilho para conquistarmos o tão sonhado título. As atletas, principalmente as veteranas, precisavam disso. Era o fechamento de um ciclo (último mundial de algumas atletas). Foi gratificante demais! Vamos celebrar todo dia 12 de junho sempre que possível”, com trabalho duvidoso no começo, Miguel de Ângelo comandou a geração de ouro, na célebre conquista do mundo.

Única conquista mundial do basquete feminino, os méritos do título geraram premiações individuais às atletas. Janeth e Hortência entraram para a seleção do mundial, presentes no quinteto das melhores do mundo. O time era formado por um elenco forte e unido:

Hortência de Fátima Marcari: 221 pontos em oito jogos
Helen Cristina Santos Luz: 11 pontos em seis jogos
Leila de Souza Sobral: 64 pontos em oito jogos
Maria Paula Gonçalves da Silva: 158 pontos em oito jogos
Janeth dos Santos Arcain: 186 pontos em oito jogos
Ruth Roberta de Souza: 52 pontos em oito jogos
Alessandra Santos de Oliveira: 51 pontos em oito jogos
Cíntia Silva dos Santos: 23 pontos em oito jogos
Simone Pontello: 10 pontos em quatro jogos
Roseli do Carmo Gustavo: 8 pontos em sete jogos
Dalila Bulcão Mello: 02 pontos em um jogo
Adriana Aparecida dos Santos: um jogo

Dentre as cinco maiores pontuadores da competição, o Brasil emplacou três atletas:

1ª) Hortência Marcari: média de 27.6 pontos por jogo;
3ª) Janeth Arcain: média de 23.3 pontos por jogo
5ª) Paula Gonçalves: média de 19.8 pontos por jogo.

E com média de 4.4 por partida, Magic Paula ficou na terceira colocação no quesito assistências. 

O Basquete Feminino Brasileiro, contra o Mundo, esse foi o Mundial de 94

A classificação final da 12° edição do Campeonato Mundial Adulto Feminino ficou da seguinte forma:

1º Brasil
2º China
3º Estados Unidos
4º Austrália
5º Eslováquia
6º Cuba
7º Canadá
8º Espanha
9º França
10º Coréia do Sul
11º Itália
12º Japão
13º Polônia
14º Taipei
15º Nova Zelândia
16º Quênia

Esse é o segundo texto da série “25 anos da conquista do mundial de basquete feminino”, o Área Restritiva lhes apresenta quatros textos sobre o mundial da Austrália. Serão quatros dias seguidos, um texto completando o outro, não leu o primeiro?! Segue o link para vocês não perderem nada.

25 anos do mundial da Austrália conquistado por ELAS!

SOBRE O AUTOR Olá pessoal! Sou a Graziela Cristina, mas podem me chamar de Grazi, estudante de Jornalismo e fascinada pelo Basquete e suas magias! Amo histórias, quero trazer à tona a paixão do torcedor, mostrar quem é o verdadeiro " sexto homem", a torcida. Então, vamos juntos nessa série?! CONHECER TODO TIME
RESENHE COM A GENTE AÍ!

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