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Nikola Jokić – o minuto que mudou meu destino

Curioso sobre o Joker e o Cavalo? Leia essa história do Nikola Jokić.
Foto: Srdjan Stevanovic/Getty Images

Uma jogada decisiva do sérvio levou o Denver Nuggets à segunda rodada dos playoffs

Sete anos de vivência me dão a certeza, a cada dia, de que a cultura mexicana é realmente arraigada no drama. Há um programa de entrevistas, por exemplo, chamado O Minuto que Mudou meu Destino, onde famosos relatam toda sua trajetória biográfica com pitadas de muita emoção. E refletindo sobre o jogo 7 da primeira rodada dos playoffs entre Utah Jazz e Denver Nuggets, o convidado que mais se aplicaria ao nome do programa hoje seria Nikola Jokić.

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O pivô de 25 anos deu o clutch ao seu time aos 28 segundos com um gancho, provavelmente a melhor jogada que conseguiu improvisar para fugir da forte marcação que o Utah armava nos últimos momentos da série, que já foi considerada uma das mais emocionantes da NBA. 

Um Joker suado e sorridente foi entrevistado ao final da partida e, com modéstia afirmou o óbvio, mas que reflete quais foram as expectativas da trupe do técnico Mike Malone: “estou realmente orgulhoso de nosso grupo. Nós não desistimos.”  

Desistir nunca é opção no mundo dos esportes. Mas o Nuggets poderia ter tomado o atalho do conformismo ao deixarem o oponente tirar uma diferença de 26 pontos no terceiro quarto. Bom, caros leitores, faremos uma correção: o verbo não seria “deixar”, pois Malone, em entrevista durante a partida após a extraordinária recuperação do Utah Jazz, disse que estava contente com a defesa, mas o ataque é que não encontrava a cesta. Então aqui não houve um caso de “deixar”, mas de “não marcar”.

Regras do colunismo esportivo e a boa educação em casa não me permitem relatar com exatidão o que ocorreu com a ofensiva do Nuggets no terceiro quarto. Lançaremos mão de adjetivos familiares como “terríveis”, “medonhas” e “sem técnica” para descrever as tijoladas dadas pelo esquadrão do Colorado.

No último quarto o Nuggets voltou mais focado, e podemos admirar mais o que vemos em toda temporada regular: uma maior interação entre a dupla Jokić e Jamal Murray. Ainda que o canadense não tenha voltado a imprimir o ritmo que mostrou na primeira metade da partida, ninguém esperava que a jogada decisiva sairia de um gancho da mão do “companheirão”, como Murray chamou Jokić, aos abraços, ao interromper uma entrevista do sérvio no fim do jogo.

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O grande homem do Nuggets está acostumado com o sucesso? Talvez em quadra. Fora dela, Jokić é o molde do jovem imigrante que chegou à América com a mala cheia de sonhos e querendo galgar seu espaço dentro das quatro linhas. Já no avião que o levaria aos EUA, em 2014, fez a promessa de que nunca mais beberia refrigerantes. Queria perder peso e cuidar mais da saúde, talvez pensando na longevidade que pretende ter no competitivo mundo da NBA.

Avesso às redes sociais e com uma vida familiar discreta, o pouco que vemos dele é em vídeos de colegas, do time e de eventos como o All-Star Game. Nesse último, um Jokić irônico brinca com outra jovem estrela estrangeira, Luka Dončić, dizendo que “queria ver se Luka é bom mesmo ou se o time do Dallas Mavericks faz com que ele seja desse jeito”.

Em outra entrevista dada ao ex-jogador do Nuggets Chauncey Billups, ao lado de Jamal Murray, Jokić diz, sem tom de mágoa, mas com um sorriso digno de seu apelido (Coringa), que não sai com os companheiros de time após as partidas porque “eles não entendem o que falo”. “Inclusive em quadra não compreendemos também”, completa Murray, rindo.

Curioso sobre o Joker e o Cavalo? Leia essa história do Nikola Jokić.
Foto: Srdjan Stevanovic/Getty Images

Talvez as lembranças de sua terra natal, Sombor, sejam as melhores companheiras do caçula de dois irmãos, esses sim sempre presentes nas partidas em casa do Nuggets. E nas recordações da pequena cidade de 52 mil habitantes encontra-se seu cavalo de estimação. Alguns criam como pets cães ou gatos, mas um orgulhoso Jokić, em uma rara entrevista com temática pessoal, fala de como seu cavalo gosta de comer maçãs diretamente de suas mãos, e que durante a temporada de férias da NBA não há outro lugar no qual gostaria de estar senão a propriedade rural de sua família. 

E, assim como seu dono, o famoso pocotó é um vencedor: em 2017 ele ganhou uma conhecida corrida de cavalos da região, fato presenciado por Mike Malone, que voou até a Sérvia para conhecer um pouco mais da vida de seu pivô fora das quadras.

Pois dentro das quadras o técnico sabe quem é Nikola Jokić – que num lance digno de fotochart deu a passagem de ida para as semifinais da Costa Oeste ao Denver Nuggets.

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