A esperança está no descanso

Os dez dias de pausa no NBB deve ter efeito em todas as equipes, principalmente nas que estavam desfalcadas

Desde a adoção do novo sistema de classificação dos torneios de seleções no calendário FIBA, o NBB adotou pausas durante as partidas do selecionado brasileiro (e países vizinhos). Adotando o famigerado termo futebolístico, agora temos as “Datas FIBA”. A última da temporada ocorreu nas últimas duas semanas de 14 a 24 de fevereiro.

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No final das contas a pausa nem teve tanta efetividade, uma vez que a Seleção Brasileira não realizou seus últimos jogos por não poder entrar na Colômbia por causa das restrições sanitárias do país vizinho. O que vem ao caso aqui, porém, é o benefício que as equipes podem tirar dos dez dias (ou mais) sem jogos.

Obviamente os 16 times do NBB tiveram uma boa janela para treinar e afinar ainda mais o entrosamento, adicionar novas estratégias nos planos de jogo, ou simplesmente descansar. Mas algumas equipes têm ainda mais motivos que outras para comemorar o hiato na competição, quase sempre por motivos da recuperação de atletas lesionados.

Paulistano

Du Sommer, lidera o novo Paulistano.
Du Sommer. Foto: Antônio Penedo/Mogi Basquete

Os alvirrubros estão na 4ª posição, mas têm Bauru e Mogi no retrovisor, prontos para tomar a última vaga do G4. Ruivo, Maique e companhia tiveram um bom início de NBB, sendo a antepenúltima equipe a perder a invencibilidade. Pouco depois, porém, o ala Cauê Borges sofreu uma lesão e ainda não atuou em 2021. Nesse período o CAP teve algumas atuações inconstantes, sendo a derrota para um super desfalcado São Paulo o maior exemplo.

Um possível retorno de Cauê Borges ainda é incerto, mas ao menos Régis Marrelli poderá contar com Du Sommer. O pivô se lesionou no Campeonato Paulista e ainda não atuou na atual temporada do NBB. Seu retorno às quadras pode ocorrer já nessa quinta-feira (25), diante do Flamengo. Quanto ao entrosamento, a equipe poderá se entender melhor com o ala/pivô Erik Thomas, que já demonstrou ter potencial para impactar a reta final do NBB.

Zopone/Gocil Bauru Basket

Zach Graham, mais um gringo do Bauru caindo nas graças do Brasil.
Zach Graham. Foto: Antônio Penedo/Mogi Basquete.

Logo atrás do Tigre está o Dragão. Trocadilhos cinematográficos à parte, a equipe bauruense caiu demais de produção em 2021. Muitas das dificuldades de Léo Figueiró e seus comandados passam pela dificuldade em jogar com pivôs mais pesados, que não espaçam a quadra, mas também pelas ausências de Alexey Borges, Zach Graham e Alexei Patrício.

Alexey sofreu uma lesão no mesmo joelho operado na última temporada. Voltou menos de duas semanas após a realização da cirurgia, em tempo recorde de recuperação. Nitidamente, porém, longe do 100%. Mas como a equipe necessitava de seus serviços, atuou no sacrifício, ainda que tenha sido poupado em algumas ocasiões. O grande problema era que seu suplente, Alexei, também estava fora.

Além deles, Zach Graham teve um edema na planta do pé, uma lesão já grave, mas que poderia evoluir a ponto de prejudicar a carreira do ala. Assim, Graham aproveitou o intervalo para retornar aos EUA, onde realizou tratamento intensivo nos últimos dias. Atuará já nos próximos dias pela camisa do Dragão. Por fim, Diego Conceição, reforço para o segundo turno, deve ser melhor integrado ao sistema de jogo do time.

Sesi Franca

Lucas Dias, vem sendo um dos destaques do NBB 2020/21
Elinho e Lucas Dias. Foto: Divulgação/LNB

A Capital do Basquete venceu o Campeonato Paulista, é verdade, mas ainda não apresentou um basquete de encher os olhos na temporada. Foram pouquíssimas as oportunidades de ver a equipe com elenco completo. Os reforços estrangeiros, Jamaal e Rodney Green, até tiveram jogos interessantes, mas sem a constância esperada.

Além de um maior entrosamento com eles, a esperança dos torcedores francanos de deixarem para trás a incômoda 10ª posição na tabela passa pelo retorno de Elinho e Lucas Dias.

O armador sofreu uma suspensão de vários jogos por quase chegar às vias de fato com o Helinho, durante uma discussão em um pedido de tempo na partida contra o Fortaleza Basquete Cearense. Já o pivô foi ausência no clássico contra Bauru, por conta de lesão. Ambos estão aptos a retornar já contra o Minas, no próximo sábado (27).

Cerrado

Coelho, é a esperança do Cerrado Basquete.
Coelho. Foto: João Pires/Divulgação LNB

Para finalizar a lista, uma das sensações de 2021. Os candangos não tiveram um bom início de campeonato, mas parecem ter encontrado seu melhor basquete após a virada de ano. Mesmo com a troca de JC Fuller por Nick Wiggins, o crescimento nos números de Crescenzi e Douglas Nunes embalaram os estreantes da temporada, já colocando a equipe na 12ª posição, fechando a lista dos classificados aos playoffs (mais sobre isso no Blog do Souza).

O elenco, porém, está com três desfalques, sendo que dois deles retornarão em breve. Paulo Lourenço foi diagnosticado com covid-19 e atuar novamente já em março. Henrique Coelho, armador da equipe, já está reintegrado ao grupo, mas ainda não jogou na derrota para Mogi. Deve, então, voltar contra o Corinthians, na sexta-feira (16). Quem ainda não tem previsão de retorno é o pivô Bruno Fiorotto.

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