Pra ser mulher no basquete você tem que ter expertise em todos os conceitos, senão não tem credibilidade.

As mulheres contam 30% do público do NBB, essa foi uma das frases que ouvi em um encontro digital que foi promovido pela Liga para os produtores de conteúdo de Basquete do Brasil.

Alguns dias depois, ocorreu a premiação dos melhores da NBB 19/20 que contou até com um sofá digital, que foi um tanto quanto falado nas redes sociais. O que chamou a atenção na transmissão é que tinha somente uma mulher na bancada, a Gi Terezzino, (que sou fã e acho o trabalho dela fantástico) contudo, fico chateada por ver só uma mulher no meio do basquete masculino.

Ela já apresentou os indicados em outros anos e sei que competência não lhe falta, mas será que só existe ela? Tenho certeza que não, porque a Liga tem outras mulheres em seu portfólio.

Mulheres no basquete estão em alta desde que uma ação no Twitter fez com que a LBF fosse vista e aumentasse quase 8000 seguidores na rede azulzinha. Mas será que temos o tempo todo que lutar para mostrar que também sabemos de basquete? Que falamos de NBB com os nossos amigos e possuímos comentários plausíveis sobre o assunto?

Precisamos saber sobre os jogadores, regras, estatísticas, entender sobre o mercado de troca que está ocorrendo, quais times jogarão o Campeonato Paulista ou não, se times terão patrocínio, que a Associação de Atletas está brigando em relação a quantidade de estrangeiros, entre outros… E pasmem, entendemos de tudo isso! Sabe por quê? Porque também estudamos, também frequentamos Ginásios, também temos canais de esportes e participamos ativamente das redes sociais.

Com isso o que temos de tão diferente dos homens? Por que provar que sabemos o básico do básico do basquete? E olha que estou falando de NBB, mas se fosse falar de NBA tenho certeza que muita mulher sabe bem mais do que vocês imaginam, só procurar por elas no Twitter.

Retomando a estatística do início do texto, digo a vocês: se não tiver mulher por onde andamos, não queremos ficar, entenderam?

Quanto mais mulher na quadra, na TV, nos comentários, mais mulheres vocês terão como público. Quando essa maioria masculina entender que a mulher pode e deve ter seu lugar, com certeza o basquete terá mais mulheres em posições que não sejam coadjuvantes.

Espero que a Liga não considere mulher como a Política considera, ter um percentual que participe, mas que não é atuante, o mais próximo de uma realidade feliz é ter tido a Rosana como assistente técnica do Corinthians. Queremos nosso espaço, lutamos por ele e sabemos o que estamos falando. Quem sabe um dia não tenhamos em frente às câmeras a equidade que tanto pedimos. O sonho nunca tem fim…

O Área Restritiva está no YouTube, conheça o nosso canal. Vídeos três vezes por semana.

Já imaginou um grupo para discutir Basquete como se estivesse em um bar? Conheça o Bar do Área!

Fique por dentro do que está acontecendo no Área em nossas redes sociais; marcamos presença no FacebookInstagram e no Twitter. Ah! Também estamos no Catarse, aqui você conhece todo o projeto do Área Restritiva.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.