Uma vontade de fazer diferença na comunidade e amor pelo Basquete. Esse é o Projeto Basquete na COHAB

Carapicuíba é um município da região metropolitana de São Paulo e é para onde eu fui em uma dessas andanças para falar de Basquete. Finalmente chegou o dia de conhecer o Projeto Basquete na COHAB.

Chego no endereço que me passaram, uma escola pública aberta aos fins de semana para que o projeto pudesse funcionar.

Mas preciso confessar para você: o local onde a escola fica tem uma vista digna de cinema. A escola fica em um lugar alto e onde a quadra fica tem a vista dos conjuntos habitacionais, naquele momento estava entrando em um cenário digno da Richmond, colégio onde se passa o filme Coach Carter.

Porém, eu não estava lá para apreciar a vista das planícies e planaltos de Carapicuíba, mas sim para falar de Basquete com os garotos e com o fundador do projeto.

Uma vontade de fazer diferença e o dinheiro da rescisão

O Projeto Basquete na COHAB tem uma das histórias mais interessantes que já ouvi – e olha que eu já ouvi muitas delas, mas essa é de longe uma das mais curiosas de todas.

O Basquete na COHAB foi fundado pelo Müller Diego, um apaixonado pelo Basquete (e aqui talvez seja onde a história se torna mais Coach Carter ainda). Müller se baseou muito no que viu no filme, porque ele acredita na transformação social do indivíduo através do esporte e, nesse caso, o Basquetebol.

Para um garoto participar do projeto ele tem que assinar um contrato, assim como o distribuído pelo Ken Carter. Müller também fez reunião com os pais ou responsáveis e acompanha o desempenho escolar dos garotos, tudo isso para manter um trabalho voluntário que não virasse um grande racha sem regras e respeito.

Mas a história de Müller não acaba por aqui. O projeto que começou em 2015, começou em um momento onde o benfeitor tinha a sua rescisão contratual em mãos; aquele valor que você recebe quando é dispensado do trabalho, sabe? Então, ele pegou parte desse valor e investiu no que precisava para começar o projeto.

Calma aí! A história fica ainda mais interessante. Müller não é professor de educação física (não venha você nesse momento ditar regra aqui sobre CREF e qualquer coisa, porque iremos entrar em uma discussão profunda sobre o que está acontecendo aqui), mas ele é uma das pessoas que resolveu estudar Basquete para fazer a diferença em sua comunidade.

Ele se tornou figurinha carimbada nos cursos de Basquete para técnicos, clínica para atletas e eventos esportivos; posso dizer que ele estuda tanto quanto diversos técnicos de Basquete que conheço.

Na foto, uma das equipes de Basquete 3x3 formadas pelo Projeto Basquete na COHAB, a foto foi tirada com os garotos a frente da tabela de Basquete, dois garotos de cada lado com o Müller Diego ao centro com a bola de Basquete 3x3. Minha recisão virou um Projeto Social de Basquete - Área Restritiva
Foto: Divulgação

Leia mais reflexões dos nossos autores, a redação escreveu uns textos maravilhosos para você.

O ‘NA’ do Basquete na COHAB é o mais importante do Projeto

O projeto todo nasceu de uma vontade de fazer diferença na COHAB. Müller estava incomodado com o ócio dos garotos naquele momento, ele entende que em uma comunidade carente não é tão interessante um garoto ficar ocioso, afinal, alguém pode e vai tomar vantagem disso.

Então, por que não levar o esporte para a COHAB? por isso o ‘NA’ é importante, porque ele colocou o Basquete ‘NA’ COHAB. Um trabalho voluntário que começou com o investimento próprio de uma pessoa que é apaixonada pelo esporte e dedica os seus finais de semana para os garotos.

Se não na escola treinando, fazendo cursos para técnicos de Basquete ou levando os garotos para eventos esportivos e torneios que acontecem em São Paulo, sim ele está fazendo a diferença em uma Área que nem é a dele, assumindo uma responsabilidade que poucas pessoas assumiriam.

Na foto, Müller Diego ao centro de uma roda conversando com os garotos do time. Minha recisão virou um Projeto Social de Basquete - Área Restritiva

Esse é o Basquete na COHAB, projeto que existe há cerca de cinco anos em Carapicuíba e eu tive a honra de falar um pouco das minhas experiências para os garotos do projeto. Parabéns, Müller Diego, parabéns por se dedicar tanto por uma causa que muitos podem dizer que não é sua, por ser o Basquete.

Mas você está desenvolvendo indivíduos, desenvolvendo pessoas e essa é uma causa da humanidade.

Se você quer conhecer outras histórias e projetos de Basquete Social, temos uma sessão só para eles.

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