De dentro para fora do Jogo, uma visão diferente de quem de alguma forma viveu O Basquete.
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  Na foto, Kobe Bryant e Gianna Bryant, ainda pequena, uma criança de colo. Kobe está segurando a Gianna, ele está de camiseta cinza comemorativa a algum título do Lakers, não da para identificar na foto, boné de campeão e a Gianna com um vestido amarelo do Lakers. MAMBACITA: Gianna Bryant - O maior legado de Kobe Bryant - Área Restritiva.

Qual será o legado do Black Mamba?! Quem será que vai levar o nome do Kobe Bryant a diante? Sempre que um jogador de Basquete que é lenda no esporte se aposenta, todo mundo pensa que alguém precisa continuar o seu legado, é algo normal, afinal, todo mundo quer um novo Jordan, Bird, Magic, porque seria diferente com o Kobe. Kobe Bryant ouvia o seguinte:

“Você precisa ter um menino, você precisa ter alguém para seguir a tradição da família na NBA, continuar o seu legado”, diziam ao Kobe Bryant.

Sua filha Gianna Bryant contestava: “Ei, eu estou fazendo isso”.

Aos 13 anos, ela já era apontada como promessa do basquete, a mídia americana começava especular sobre o futuro da menina na WNBA. Mas, infelizmente faleceu com o pai na triste tragédia do último domingo (26). Pai e Filha faleceram enquanto viajavam para a Mamba Sports Academy, em Thousand Oaks, Califórnia, onde Kobe treinaria a equipe da filha em um campeonato.

Gianna Maria-Onore Bryant, ou simplesmente Gigi, era a segunda filha de quatro filhas da lenda do basquete da NBA, Kobe Bryant, e sua esposa Vanessa, e a escolhida para herdar o legado de seu pai. Gigi também herdou um apelido inspirado na “Mamba Mentality” de seu pai, para muitos, Gianna era a “Mambacita”. O próprio Kobe chamava a filha Gianna de “Mambacita” em referência a seu apelido, “Black Mamba”, confiante de que ela seguiria seus passos e se tornaria uma jogadora profissional de basquetebol.

Gianna nasceu em 1 de maio de 2006. Quando criança, Gigi se tornou uma participante feroz nos jogos de basquete do Lakers, ao lado de sua irmã mais velha, Natalia, 17 anos, e sua mãe. A família Bryant teve mais duas filhas depois que Kobe se aposentou do basquete: Bianka, 3 anos, e Capri, 7 meses. Quando Gigi se tornou uma jovem adolescente, seu amor pelo basquete despertou a observação de seu pai. Ela começou a jogar basquete, com o pai ajudando a treinar sua equipe. Recentemente, durante uma entrevista no programa de televisão de Jimmy Kimmel, Kobe disse que Gigi “com certeza” jogaria na WNBA algum dia.

Na foto, Kobe Bryant e Gianna Bryant, ainda pequena, uma criança de colo. Kobe está segurando a Gianna, ele está de camiseta cinza comemorativa a algum título do Lakers, não da para identificar na foto, boné de campeão e a Gianna com um vestido amarelo do Lakers. MAMBACITA: Gianna Bryant - O maior legado de Kobe Bryant - Área Restritiva.
A pequena Mambacita marcava presença nos jogos de basquete desde pequena.
Foto: divulgação

Kobe era o maior entusiasta de Gigi Bryant, que iniciava sua carreira no basquete após ter jogado futebol e vôlei na escola. “Ela é melhor do que eu nesta idade” disse o pai babão a jornalista Elle Duncan, da ESPN americana, quando a pequena Bryant começava a trilhar os primeiros passos no basquetebol. Desde que se aposentou da NBA em 2016, Bryant treinava o time de basquete de Gianna, Mamba Team.

Gianna despertou a paixão do pai pelo basquete novamente, depois do fim de carreira marcado por lesões. Juntos, ele voltou a acompanhar as partidas na beira das quadras em variados jogos da NBA e WNBA, ao lado de Gigi. Os jogadores favoritos da Gigi foram Trae Young, Luka Doncic, James Harden, Russell Westbrook e LeBron James. Há duas semanas atrás, em entrevista a rede BET, Kobe declarou que havia encontrado uma nova paixão ao assistir basquete com Gianna, vendo o esporte através dos olhos de uma menina de 13 anos. Durante a partida, Kobe detalhava as ações em quadra dando dicas e conselhos a filha sobre os lances.

“Não era eu sentado lá, você sabe, como atleta ou jogador ou algo assim, e você sabe que é sobre mim, e eu não gosto disso. Era ela, ela estava se divertindo muito”, disse Bryant após uma partida NBA com a Gianna.

A presença da menina nas redes sociais era escassa, afinal ela tinha apenas 13 anos, mas era um assunto frequente no Instagram de seu famoso pai que postava momentos de alegria da Gigi jogando basquete ou os dois batendo uma bolinha juntos, da Gigi de salto alto em pé sob uma cesta de basquete, driblando a bola pela quadra antes de afundar um salto de linha de base sobre as mãos estendidas de três oponentes, da Gigi pulando de alegria com suas companheiras de equipe após uma vitória, da felicidade de Gigi ao lado de estrelas da NBA e WNBA, e do último Halloween de Gigi vestida como o Homem de Lata na noite temática da obra Mágico de Oz de sua família. O papai orgulhoso, rasgava elogios quando perguntado sobre a filha:

“O que amo a respeito de Gigi é sua curiosidade pelo jogo, é muito curiosa. Em situações complexas durante uma partida, ela tem a capacidade de parar um momento e me fazer uma pergunta muito específica, algo que não é comum. É um privilégio ver seus movimentos e as expressões que faz, é incrível como a genética funciona”, declara Kobe em entrevista ao jornal Los Angeles Times.

Na foto, Kobe Bryant e Gianna Bryant, ainda pequena, uma criança de colo. Kobe está segurando a Gianna, ele está de camiseta cinza comemorativa a algum título do Lakers, não da para identificar na foto, boné de campeão e a Gianna com um vestido amarelo do Lakers. MAMBACITA: Gianna Bryant - O maior legado de Kobe Bryant - Área Restritiva.
Família Bryant no Halloween fantasiada dos personagens da obra Mágico de OZ.
Foto: Arquivo Pessoal/Instagram

‘Você precisa ter um menino para seguir sua tradição no basquete’, Kobe Bryant um dos maiores jogadores do basquetebol ouviu essa frase inúmeras vezes. Que erro fatal dessas pessoas, né?! O maior legado de Kobe já existia. Sua segunda filha mais velha, Gianna Bryant. Gigi possuía a mesma mentalidade mamba do pai, dribles impecáveis, poder defensivo completo acima da média de idade, boa movimentação e jogo de corpo. A menina era invisível para essas pessoas, mas, para Kobe sua Gigi já trilhava seus passos em quadra.

Kobe nunca precisou de um filho homem para continuar o legado da família Bryant, amava ser pai de menina, amava ser o pai da Gigi, que aos 13 anos era uma promessa do basquete, Kobe sempre dizia “É muito fácil treinar Gianna. Ela é muito focada, determinada e trabalha muito”. O astro da NBA era olhos atentos a sua pupila, não compartilhava o pensamento de muitos pais que esperam um filho para compartilhar a paixão pelo esporte.

 

 

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@wnba finals rematch got us hype! A lil one on one with my baby Gigi #footwork #stringmusic #mambacita

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Determinada como o pai, Gigi estava decidida em jogar pela Universidade de Connecticut Huskies, uma das principais equipes do basquete feminino universitário. Depois da faculdade, seguiria os caminhos de seu avô, Joe Bryant, que treinou o Los Angeles Sparks, da liga norte-americana feminina WNBA.

Kobe e Rob Pelinka, padrinho de Gigi e General Manager do Los Angeles Lakers e agente do Mamba, marcaram encontros com atletas e técnicos do basquete feminino com a pequena Gigi, que começava chamar a atenção com o seu basquete. Seu talento em quadra fazia jus ao sobrenome Bryant, seu jogo defensivo era acima da média, o técnico do LA Sparks, o time de basquete feminino dos sonhos de Gigi, também se rendia a pequena atleta promissora: “Eles possuem a mesma forma de jogar e a mesma personalidade”, comparou o Derek Fisher, que além de técnico do Sparks foi companheiro de Bryant no Lakers.

Kobe Bryant era diferenciado, se manifestava a favor pelos direitos das mulheres no esporte. Dentre tantas lições que Kobe nos deixou, essa é a mais importante: o amor e dedicação ao esporte não tem gênero, idade ou cor. Quando o acidente ocorreu não perdemos apenas o astro da NBA Kobe Bryant, cinco vezes campeão da maior liga de basquete do mundo, quarto maior cestinha da história da NBA e ídolo do Los Angeles Lakers. Perdemos a pequena gigante Gianna Bryant.

Gianna acordou naquele domingo de manhã para jogar basquete, como sempre fazia. Ela perdeu toda a sua vida pela frente e não merece ser lembrada pela maneira como faleceu. Kobe e Gianna partiram fazendo o que mais gostavam, sendo pai e filha apaixonados um pelo outro, e pelo esporte. Sonhavam o mesmo sonho, o basquetebol. Gianna era apenas uma criança sonhadora que amava sua família, seus amigos, jogar e assistir basquete. A tragédia nos impediu de acompanhar o futuro brilhante da pequena Bryant, do nome da família Bryant alcançar outro topo mais alto, mas dessa vez no basquete feminino.

Na foto, Kobe Bryant e Gianna Bryant, os dois estão de costas um para o outro (costas encostadas), olhando para a câmera. Kobe está de braços cruzados e Gianna está segurando uma bola apoiada na cintura, mas a imagem corta a parte da Bola. Ambos estão utilizando o agasalho preto da Mamba Academy, um moletom da Nike preto de gorro, com o símbolo da Mamba Academy de um lado do peito e o da Nike do outro. MAMBACITA: Gianna Bryant - O maior legado de Kobe Bryant
#RIPGianna #RIPKobe #MambaOut #Mamba4Life

Fomos impedidos de vislumbrar Gianna Bryant conquistando seus sonhos. Ela merecia ter mais tempo, ela merecia crescer, ela merecia evoluir no basquete, ela merecia entrar para Universidade de Connecticut Huskies, ela merecia jogar no LA Sparks, ela merecia escrever sua própria história como uma grande atleta e respeitada adversária, ela merecia ser inspiração para à nova geração, ela merecia construir o seu próprio legado no basquete, ela merecia conquistar a WNBA e o mundo ao lado de seu pai Kobe Bryant e família.

Esse é o terceiro texto da série de oito escrita sobre o Kobe Bryant aqui no Área Restritiva, que saber mais sobre o jogador, o primeiro foi a Biografia.

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SOBRE O AUTOR Olá pessoal! Sou a Graziela Cristina, mas podem me chamar de Grazi, estudante de Jornalismo e fascinada pelo Basquete e suas magias! Amo histórias, quero trazer à tona a paixão do torcedor, mostrar quem é o verdadeiro " sexto homem", a torcida. Então, vamos juntos nessa série?! CONHECER TODO TIME
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