Mais uma quarta, mais um Mais um ‘Viva o Basquetebol!’.
Vamos ver o que eu trouxe do professor Dante de Rose Jr. para o Área Restritiva.

Dessa vez o professor, vem com uma reflexão sobre não perder mais tempo e nem gerações no basquetebol
Amigos do Basquetebol

Tivemos recentemente a primeira fase da LDB – Liga de Desenvolvimento de Basquete. Vinte e quatro equipes disputando um excelente campeonato e procurando mostrar ao Brasil o que há de melhor no basquetebol com jovens até 22 anos.

Acompanhando esta competição desde seu início, esta é a terceira edição, posso observar uma melhora concreta de muitas equipes, tanto no aspecto técnico-tático, quando nas questões referentes ao extra-quadra.

O objetivo da LDB, como diz seu nome, é desenvolver. E desenvolver não diz respeito somente às melhoras nos fundamentos e sistemas. Diz respeito também ao comportamento desses meninos fora da quadra. Eles estão entendendo o que isto significa.

Postura de equipe. Postura adequada nos hoteis e locais onde a competição acontece. Respeito às suas instituições e à competição.

Quando vejo toda uma equipe fazendo as refeições uniformizada, fico feliz. Parece uma bobagem, mas isto expressa muito o espírito da LDB.

Tenho que ressaltar o trabalho incansável dos técnicos, dentro e fora da quadra, para incutir na cabeça desses jovens esse espirito. E parece que o resultado está claro.

E, a partir desta evolução, volto a defender uma ação pontual em relação ao futuro de muitos desses jovens que demonstram estarem rumando para um caminho positivo e que merece reconhecimento.

Muitos deles já atuam em suas equipes adultas no NBB, Liga Ouro e nos campeonatos regionais e estaduais. São jovens com muita qualidade e que podem, se devidamente conduzidos e motivados, se tornar o futuro do nosso basquetebol.

Também são jovens “desconhecidos” que possuem as mesmas qualidades e que merecem ser observados e ter uma oportunidade de brilhar.

Para isto tenho insistido em dar a jovens promissores uma oportunidade de participar de competições fortes e estabelecer contato com outra realidades.

Por que não elaborar programas de treinamentos especiais com os destaques da LDB? Por que não dar a esses jovens a oportunidade de, como grupo representativo da LDB, realizar jogos contra equipes estrangeiras (a Argentina é tão perto…) para adquirir experiência internacional?

Isto custa dinheiro? Sim. Mas acredito ser um investimento necessário para que possamos ter novas gerações de atletas que possam representar o Brasil em um futuro muito próximo.

Espero que isto possa acontecer, para que eu não tenha daqui a quatro ou cinco anos voltar a escrever sobre “Gerações Perdidas”.

Em tempo: acabamos de vencer de forma invicta o Campeonato Sul-Americano sub-15. Que tal ficarmos de olho nessa turminha e não perdermos tempo em prepará-los para o futuro?

Bom, mas na conversa levantamos esse mesmo ponto, porque não criar uma competição seguinte, ou fazer Training Camps, para os atletas da LDB, vou mais longe ainda, porque não fazer uma competição de Basquete 3×3, institucionalizada com atletas da LDB, que não atuam no NBB?!
Olha só que legal seria, aumentaríamos o nível do Basquete 3×3, alimentando também nossas seleções, já que na Base do 3×3, estamos bem temos diversos atletas que jogam o 3×3 e que atuam em equipes de Base, um exemplo disso são as meninas do Ladies ou a Mariana Dias que joga no APAB/Barretos e é a Líder no Ranking Sub-18.

Podemos explorar muito a LDB, para trazer mais experiência e não só para os atletas, mas também para os técnicos e até mesmo para a região onde os jogos acontecem, já que a competição é itinerante e Sazonal.

O que vocês acham?!

É isso!

Comentem e Compartilhem!
Até+

Diego Silver