Mais uma quarta, mais um Viva o Basquetebol!
Dando sequencia e trazendo mais alguns textos comentados para vocês.

Recapitulando os ensinamentos do Professor Dante de Rose Jr.
Dessa vez vamos refletir sobre as Gerações Perdidas

Amigos do Basquetebol

Volto a falar do futuro do nosso basquetebol e daquilo que poderia ter sido um presente muito melhor se não houvesse tanto descuido e “des”planejamento no nosso basquetebol.

São as gerações perdidas. Aquelas que passaram e não frutificaram porque não tiveram a oportunidade de participar de eventos de nível mundial.

Essa não participação do Brasil em mundiais nas categorias de base tem um preço muito alto pois vários atletas deixaram de experimentar jogos internacionais contra equipes muito fortes o que só nos traria benefícios.

Tomando como base somente as seleções sub-19 que são aquelas que normalmente alimentam as seleções adultas, o último mundial em que o Brasil participou foi em 2011 obtendo um 10º lugar. Daquela seleção somente um atleta despontou no cenário nacional e internacional: Raulzinho.

Em 2007 o Brasil teve uma grande participação no Mundial sub-19 ocupando a 4a. posição o que poderia supor um grande suporte para nossa seleção adulta. Mas daquela equipe minguém chegou a ela. Mesmo o nosso Paulão Prestes que foi o cestinha daquela competição e apontado como futuro integrante da nossa seleção atingiu o objetivo.

Dos 24 atletas que integraram essas seleções, entre os anos 2007 e 2011, como já disse, somente o Raulzinho chegou à seleção adulta. Muitos desses atletas ainda jogam em clubes. Alguns com algum destaque, outros simplesmente completando as equipes e outros simplesmente sumiram do cenário.

Isto sem falar nas gerações que deveriam er disputado os torneios de 2009 e 2013 nos quais o Brasil não obteve classificação.

Lembro que em 1979 quando ainda era chamado de Mundial Junior o Brasil foi vice campeão e entre os atletas foram revelados para a seleção André, Israel e Sílvi Malvezzi além de outros que tiveram grandes destaques em nível nacional Guy, Kleber, Wagner, Rudney entre outros.

Em 1983 o Brasil foi bronze e revelou vários atletas para nossa seleção adulta: Paulinho Villas Boas, Fábio Pira, Luiz Felipe, Rolando, Paulo Berger, Zanon, Pipoka e Chuí.

Em 1987, apesar do 10º. lugar atletas como Walter Roese, Fernando Minucci, Alexey e Adriano Bavaresco chegaram à seleção adulta.

Em 1991 fomos 7o. e revelamos Vanderley, Janjão e Rogério. Só voltamos ao Mundial em 1999 quando nossa maior revelação foi Guilherme Giovannonni.

Por que será que não conseguimos revelar atletas para nossas futuras seleções? O que será que este quadro atual revela?Falta de planejamento, falta de incentivo, falta de investimento, mal trabalho nas categorias de base? Ou tudo isso junto?

Será que em 2016 estaremos falando do mesmo assunto? E em 2019, quem estará lá?

Apenas a título de curiosidade fiz um levantamento dos atletas de equipes que participaram da última Copa do Mundo e que integraram as seleções de base de seus países nos mundias sub-19 de 2007, 2009, 2011 e 2013.

Sérvia – Markovic e Radulica (2007), Bogdanovic (2011)

EUA – Curry (2007), Klay Thompson (2009)

França – Batum, Diot, Jackson e Tilliy (2007) (Ajinça astro francês que não participou desta Copa também fez parte da seleção sub-19 de 2007)

Austrália – Goulding (2007) (Patrick Mills não jogou a Copa do Mundo mas integrava a equipe sub-19 de 2007), Dellavedova, Broekoff e Motum (2009), Exum (2013)

Espanha – Claver (2007)

Grécia – Mantzaris, Papanicolao e Sloukas (2007)

Argentina – Laprovitolla (2009), Delia e Galizzi (2011)

Lituânia – Motiejunas (2009), Valanciunas (2011 – MVP do torneio)

Croácia – Saric e Hezonja (2011)

Esses dados podem ser melhor observados no Arquivo da FIBA
Agradeço o amigo Octávio Lafiacolla pelo envio do link.

Escrito por Dante de Rose Jr.
Publicado em Viva O Basquetebol – 22/10/2014

Lendo esse texto me lembrei de uma conversa que tive uma vez com o Coach Josh, estavámos almoçando na casa dele, quando começamos a refletir sobre o Ciclo Olímpico, chegando a mesma conclusão do texto, nos últimos anos, somente o Raulzinho apareceu para o mundo, mas nossa conversa não era necessariamente sobre a Base, mas sobre o Adulto.

Nosso momento é tão ruim, que por exemplo, caso o Raulzinho venha a sair da seleção que vá para os Jogos Olímpicos, o único atleta que faz parte do trabalho de base, que participou de todas as fases e que chegou na seleção com o Magnano, como Trainee e foi ganhando espaço é o Raulzinho, não que ele seja um atleta que não mereça, muito pelo contrário sou totalmente a favor dele e sei que ele vai ganhar mais espaço a cada oportunidade.
O problema é que ele é o único e se caso ele não estava na lista final de convocados, todo o trabalho feito sobre ele, será descartado.

Isso é muito ruim, vocês conseguem entender o peso que o menino leva nas costas?!
Ele tem todo o departamento de base da CBB nas costas, todo o trabalho do Rubén Magnano nas costas.
Por ser o único que participou de tudo isso nos últimos anos.

Muito precisa ser revisto.
Muito Mesmo!

Nessa nossa conversa o Josh falava sobre ele não ficar na seleção e dar espaço para outros que estão comendo bola, na ocasião ele citou o Rafael Luz, ai eu argumentei o que acabei de expor e ele concordou comigo.
Complicado isso.

O que vocês acham?!

É isso!

Comentem e Compartilhem!
Até+

Diego Silver