Continuando as declarações polêmicas do técnico da Seleção Brasileira Adulta de Basquete Masculino Rubén Magnano, que segue o seu planejamento de conversar com os atletas brasileiros que atuam fora do Brasil, depois de excursão nos Estados Unidos, foi a vez da Europa, mais precisamente a Espanha como destino do comandante, que segundo o site da CBB conversou com o Augusto Lima, pivô que defende o Real Madrid.

Mas o assunto da vez ainda é a NBA, atualmente o Brasil tem 9 atletas contratados por franquias da Liga Norte Americana, o Brasil sendo um dos países com o maior número de não americanos na liga, mas esse número não parece ser tão interessante ao treinador Rubén Magnano, já que os atletas não conseguem jogar por suas equipes.

Na reta final de preparação para as Olimpíadas de 2016, o Brasil alcançou a marca de nove jogadores na principal liga de basquete do mundo, a NBA. No entanto, o número não empolga o técnico Rubén Magnano. O treinador da seleção masculina afirmou que é preciso que os atletas consigam jogar e disputar as partidas, em entrevista ao Seleção SporTV Rubén Magnano, deixa sua opinião sobre os brasileiros na liga.

“Uma coisa muito interessante que precisamos entender: o talento sozinho não garante a vitória. Além do talento, precisar ter uma varíavel a mais: por exemplo, jogar. Se o atleta não joga, não treina, não trabalha, fica muito difícil. Não adianta falar “Temos X jogadores na NBA”, se eles não conseguem jogar. Às vezes, você convoca, mas não consegue que eles venham. São variáveis que você tem que considerar. Temos atletas que jogam na NBA que são muito importantes para nós, são a base da nossa equipe”, disse o técnico do selecionado nacional brasileiro

O técnico também deixou claro que a lista não está fechada, mesmo praticamente as vésperas da maior competição poliesportiva do mundo.

“Tudo depende do que eu consiga enxergar. Está aberto. Você tem passaporte brasileiro e joga basquete, então tem possibilidade de ficar. Está aberto para todos”.

Magnano diz "Não adianta jogarem na NBA"Magnano afirmou também que não fica intimidado com os altos salários dos jogadores da NBA na hora de fazer cobranças.

“É um problema se você tem medo disso. Ou se você não tem argumentos para apresentar ao jogador, dar uma resposta a uma demanda, a uma pergunta deles. Eu nunca considerei quanto ganha um jogador para eu exigir ou para ficar em dúvida de alguma cobrança. Eu considero a capacidade e a humildade que eu tenho que ter diante deles. Eles são a matéria-prima. Você tem que ter capacidade de escutar, desde que não sejam desculpas. Eles estão sentindo o jogo, eles também conhecem o jogo. Você precisa ter valor para se apresentar diante desses caras, que têm muita experiência. Mas você não pode ter medo dessa situação”.

Apesar de residir no Brasil, o técnico está antenado ao que acontece no basquetebol mundial e acompanha o que acontece com os brasileiros da NBA, já que a não atuação deles é o que mais preocupa o técnico da Seleção. Destes 5 atletas chamam mais a atenção do que os outros Lucas Bebê, Bruno Caboclo, Cristiano Felício e seu capitão, o armador Marcelo Huertas.

“Minha necessidade é que joguem. Não adianta jogar na melhor liga do mundo, seja qual for, se você não joga. A competição é necessária. Eu já vivi, já sofri com o fato de ter jogadores que atuam seis minutos e vêm para a seleção. É outro tipo de preparação, não é fácil. Muitos deles praticamente não estão jogando neste momento, infelizmente. Lucas, Bruno e Cristiano Felício estão jogando muito pouco. Me preocupa sim, um pouco, o Huertas. Ele começou a pré-temporada bem, mas agora está jogando muito pouco”, aponta Magnano.

O comandante argentino, fala dos dois brasileiros do Toronto Raptors, que sem espaço na franquia da NBA, tem grandes atuações na franquia da D-League, o Raptors 905.

“Sempre acho positivo jogar. Sobretudo porque o Toronto Raptors abriu uma franquia na D-League com a supervisão deles. Foi o melhor que podia acontecer. Não adianta eles ficarem na NBA e não jogar. Se eles têm chances de estar no grupo de convocados para as Olimpíadas? Eu ainda não decidi. Eles já foram chamados em outras ocasiões, mas ainda não tive a possibilidade de avalia-los pessoalmente. Infelizmente perderam muito tempo e já poderiam ter sido avaliados na temporada anterior, que foi para eles muito interessante e não estiveram presentes. Mas não vamos descartar ninguém”.

Mas nem tudo é preocupação, o técnico também demonstra uma certa empolgação quanto aos brasileiros que tem mais tempo de atuação na liga.

“A minutagem que têm os outros jogadores é próprio do que está acontecendo com cada um. Nenê jogando o tempo que precisa e, sem a menor dúvida vai chegar bem. Leandrinho está jogando sem problema, num bom nível. Raulzinho joga em média 16 minutos e espero que ganhe uma pouco mais de tempo de quadra, mas o mais importante é que está competindo. O Anderson eu acho muito interessante o jeito como está voltando, fazendo de uma forma muito devagar. Está tranquilo, ganhando minutos. Tenho esperança de que vá ficar bem quando precisarmos dele”.

Eu sempre levantei um questionamento sobre a NBA, na verdade sobre a convocação de atletas que estão na NBA, todos que jogam na liga são atletas para a seleção brasileira?!

Vamos ao exemplo do Bruno Caboclo, quando ele estava no pinheiros, nem seleção sub-19 o menino era, ai chegou na NBA é convocado para a seleção, será que se ele estivesse na seleção Sub-19 ou se tivesse treinando na principal a convite do Magnano, o garoto não estivesse mais preparado para chegar jogando ou pelo menos com mais minutos na liga?!

Foi ele chegar na NBA que ele é convocado, ai o Raptors interfere, já que se na Seleção ele vai ter menos tempo do que ele tem como na Summer League e na D-League vetando ele servir a seleção, ai ele é errado? Ele é errado por querer jogar onde ele vai treinar mais e ter mais chance, sendo o local onde pagam o salário dele? O Raptors é errado em vetar ele servir a seleção se lá pelo menos ele tem a supervisão de quem paga os honorários dele?

O Cristiano Felício foi convidado a treinar antes da Copa América, que o Brasil caiu na primeira fase, antes disso que me lembre e fazendo uma pesquisa rápida para confirmar esteve no Pan de Guadalajara, no México, onde fez 16 pontos jogando 3 partidas, quando ele tinha 18 para 19 anos, agora com 23, jogando na NBA pode ser convocado, mas por estar na NBA, a temporada 2014/15 dele na NBA, o garoto estava com média de 14,8 minutos.

Isso acontece com todos, em diversas listas de convocados, tem algum caso do time vetar porque nas conversas para alinhar os planejamentos é exposto que o atleta vai jogar menos, sem falar pelos seguros, que nunca são pagos pela CBB.

Bom é isso!
O que vocês acham da situação dos brasileiros na NBA?