Além de revelar atletas e técnicos para as Seleções Brasileiras, os Campeonatos Brasileiros de Base organizados pela CBB servem como aprendizado e experiência para os novos árbitros das categorias Regional e Nacional. É o que está acontecendo até a próxima terça-feira, em Goiânia, com 42 árbitros que estão apitando no Campeonato Brasileiro Sub-17 Feminino e Masculino da 1ª, 2ª e 3ª Divisões.

“A importância do Brasileiro de Base é construir uma geração de jogadores junto com a geração de árbitros, que estão estudando e aprimorando seus conhecimentos práticos e teóricos. Esses árbitros vão ganhando a confiança dos treinadores e dos atletas que no futuro vão passar para o alto rendimento. A maturidade deles nesse nível de Brasileiro serve como preparação para eles administrarem os jogos no alto rendimento”, explica Marcelo Ávila, Coordenador da Escola Nacional de Arbitragem-ENAB.

Dois dos árbitros mais novos do quadro nacional de arbitragem que estão atuando no Brasileiro Sub-17 são o sergipano Erick Mário Oliveira, de 23 anos, e a acreana Flávia Fernandes da Costa, de 21 anos. Erick começou como Regional em 2011 e esse ano foi aprovado para o quadro Nacional. Nesta quinta-feira, recebeu a notícia de que está relacionado para apitar na próxima edição da Liga de Basquete Feminina.

“Eu joguei basquete até os 20 anos. Como eu gosto muito da modalidade e vi que não dava mais para ser jogador, decidi fazer o curso de arbitragem para continuar no basquete. Fui aprovado e desde então tenho me dedicado ao máximo para fazer um bom trabalho. A minha passagem para Nacional é resultado de muito esforço e dedicação. Posso garantir que me preparei para a prova e estava confiante que ia passar”, comentou Erick, que é formado em matemática e a partir do próximo ano vai lecionar na Universidade Federal de Sergipe.

“Apitar na LBF é mais um passo na minha carreira e estou muito feliz com minha indicação”, completou.

Já Flávia iniciou na arbitragem aos dez anos como mesária. Quatro anos depois fez a prova do curso de arbitragem e foi aprovada.

“Minha mãe trabalhava como mesária da Federação do Amapá e desde os sete anos acompanhava ela nos jogos. Foi quando surgiu meu interesse pelo esporte e três anos depois comecei a fazer o cronômetro. Inclusive. Em 2008, fiz o curso de arbitragem da CBB e a partir daí passei a trabalhar nas competições estaduais, Campeonatos Brasileiros de base e nos Jogos Escolares da Juventude. Posso garantir que evolui muito nos últimos anos e que estar aqui em Goiânia é uma excelente oportunidade para aprimorar a minha performance”, explicou Flávia, que apita o seu quinto Brasileiro.

O Campeonato Brasileiro de Seleções Sub-17 Feminino e Masculino é organizado e realizado pela Confederação Brasileira de Basketball-CBB, com apoio da Federação Goiana de Basquetebol e financiado com recursos do BRADESCO por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, programa do Ministério do Esporte.

 

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Diego Silver