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A cerca de oito meses para Tóquio-2020, o basquete brasileiro conheceu seus adversários no torneio Pré-Olímpico Mundial de basquete. No feminino, 16 países disputam o torneio (com EUA, atuais campeões, e Japão já classificadas), que disputam as últimas 10 vagas. No masculino, apenas quatro dos 24 times vão carimbar o passaporte para os jogos olímpicos.

No torneio feminino, são quatro sedes em quatro países distintos. As comandadas de José Neto, que estão em 15º no ranking mundial, caíram no grupo B e jogarão em Bourges, na França, de 6 a 9 de fevereiro, contra a França, a Austrália, e Porto Rico. As três primeiras seleções avançam aos Jogos de Tóquio, o Brasil precisa de uma vitória para se garantir nos Jogos Olímpicos. Na competição feminina, além do Grupo B, o C também tem três vagas para Tóquio, que serão disputadas por Espanha, Grã-Bretanha, China e Coreia do Sul, com jogos na cidade chinesa de Foshan.

Brasil cai no grupo junto de França, Austrália e Porto Rico. Foto: FIBA/divulgação

O sorteio traz esperanças a seleção feminina. A equipe caiu em um grupo que tem três vagas para Tóquio e uma seleção teoricamente mais fraca que todas as outras, Porto Rico. A Vaga olímpica será a cerejinha do bolo para realçar a recuperação do basquete feminino. Falta agora completar a retomada em relação ao cenário mundial e nada melhor do que conseguir uma vaga para a Olimpíada de Tóquio para fazer isso em grande estilo, não é mesmo ?!

“Eu sempre vou preparar minhas equipes para ganhar jogos, independente do adversário. Então, vou estudar cada adversário, temos que nos preparar não para jogar um tudo ou nada contra Porto Rico. Temos que preparar a equipe para jogar cada partida e vencer cada uma dessas partidas. E é uma coisa que a gente acredita que pode acontecer. Muito difícil, mas a gente acredita que isso pode acontecer. Assim como a gente achou que era muito difícil ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, mas essa nossa equipe é uma equipe que surpreende. Ela tem um brio diferente. Difícil ver uma equipe que tem um comprometimento tão grande. É uma coisa que chega realmente a emocionar. Tenho muita confiança de que a cada jogo a gente possa dar o nosso melhor e ter os resultados positivos”, diz o técnico José Neto confiante com o pré-olímpico, em entrevista à CBB.

Já a seleção masculina enfrenta a Croácia e Tunísia no Grupo B, em Split, na Croácia. O Grupo A terá Alemanha, Rússia e México. A melhor seleção geral entre os dois grupos garante vaga em Tóquio-2020. No total, entre os homens, são 24 equipes disputando apenas quatro lugares nos Jogos. Elas estão divididas em quatro divisões, com dois grupos de três times, e apenas a melhor geral fica com a vaga.

Seleção masculina cai no grupo B, ao lado de Croácia e Tunísia. Foto: FIBA/divulgação

Enquanto no Pré-olímpico feminino o caminho da seleção brasileira é asfaltado, do masculino possui buracos no meio do percurso. Claro, que nos livramos das potências pedreiras como como Sérvia, Grécia, Turquia, Canadá, Lituânia e Eslovênia, distribuídas em outros torneios. Mas, isso não quer dizer que teremos facilidades na missão Tóquio 2020.

O técnico croata Aleksandar Petrovic após o sorteio, manifestou novamente sua alegria por não enfrentar a Sérvia em Belgrado, e mostrou-se confiante na classificação para Tóquio citando um sorteio amigável à seleção:

“Não entremos no grupo da Sérvia e essa era a minha preocupação inicial. Jogar contra a Sérvia, em Belgrado, é uma missão quase impossível. É uma coisa boa não jogarmos lá. Eu tenho muita experiência de jogar esses torneios pré-olímpicos. Não é tão importante olhar quem vamos enfrentar, mas sim focar na nossa equipe. É um torneio muito curto, de uma preparação muito curta e não podemos nos equivocar na forma de jogar. Brasil tem a chance de ganhar esse torneio em Split” – afirmou o treinador em entrevista à CBB.

Na primeira fase, o país precisa vencer um desses dois jogos para avançar à semifinal do Pré-Olímpico. Do outro lado, México, Alemanha e Rússia vão brigar pelo outros dois postos nas semifinais. Os vencedores das semifinais decidem o campeão do Pré-Olímpico e o classificado para Tóquio 2020.

 

O caminho do Pré-olímpico masculino

Num torneio que envolve cinco países, o Brasil terá o grande desafio de garantir a única vaga para Tóquio, no caso do título. No grupo B  do torneio de Split, o Brasil encontra-se na 11º posição do ranking da Fiba e 13º colocado do Mundial, e tem Tunísia e Croácia como seus dois primeiros desafios. Se avançar entre dois de três competidores, vai para uma semifinal contra um dos classificados do grupo A, Alemanha ou Rússia.

O trabalho defensivo de qualidade mostrado pela seleção em muitos dos jogos do Mundial da China deve ser apresentado novamente, sendo um grande trunfo no decorrer do Pré-olímpico. Com Bruno Caboclo dando um passo à frente nas responsabilidades ofensivas. Os veteranos, Leandrinho, Alex, Varejão e Marquinhos trazendo suas experiências. E sem esquecer de Didi, mais uma oportunidade do promissor jogador  mostrar seu jogo 

A Tunísia, é o objetivo crucial do Brasil, vencê-la para entrar na semifinal e continuar no sonho olímpico. O grande problema da seleção africana é a fragilidade do elenco, sem grandes jogadores de renome internacional. Apenas o pivô Salah Mejri, que teve passagem pelo Dallas Mavericks nos últimos anos.

Quando o banco precisa entrar em quadra,, a tendência é de uma grande queda de produtividade, o que facilitará a solidificação do jogo brasileiro. Com boa campanha nas eliminatórias da África para a copa do mundo, a Tunísia,  na posição 33 do ranking da Fiba, terminou o Mundial da China na 20° posição.

A Croácia traz perigo, sendo mais forte que a Tunísia, porém tem um banco frágil também. O poder defensivo brasileiro será primordial para barrar os croatas. Pode oferecer perigo ao Brasil por ter jogadores de nível NBA, como Ivica Zubac (Clippers), Bojan Bogdanovic (Jazz) e Dario Saric (Suns). Fora do último mundial, a Croácia está na 14° posição do ranking da FIBA. 

Se avançar à semifinal em primeiro lugar, o Brasil enfrentará a Alemanha. A 10° colocada da copa do mundo e ranking da FIBA,que pode contar com os jogadores da NBA, Dennis Schroder (Thunder), Maxi Kleber (Mavericks) e Daniel Theiss (Celtics). No caso de avançar à semifinal em segundo lugar, o Brasil terá pela frente a Rússia, 9° colocada no ranking da FIBA, e 12° no mundial da China. Pela grande tradição, é considerada a seleção mais perigosa do torneio.

O Pré-olímpico mundial masculino por si só é cruel, 24 países em busca de quatros vagas, uma pedreira. Passando por Rússia ou Alemanha, o Brasil pode enfrentar a Croácia, numa dura final. O desenrolar dos jogos dirão o desfecho da seleção brasileira masculina no Pré-olímpico.

Seleção brasileira masculina na Copa Do mundo de basquete, na China. Foto: CBB/divulgação

Pré-Olímpico masculino – 23 a 28 de junho

23 de junho
Alemanha x México
Brasil x Tunísia

24 de junho
México x Rússia
Brasil x Croácia

25 de junho
Rússia x Alemanha
Croácia x Tunísia
FOLGA – Brasil

26 de junho
FOLGA

27 de junho
Semifinais

28 de junho
Final

 

O caminho do Pré-olímpico feminino 

A seleção brasileira feminina pode-se dizer que está  classificada para Tóquio 2020, caiu no grupo de Bourges (FRA), junto de França, Porto, China e Austrália. Basta à seleção brasileira, não ser a lanterna do grupo para ir aos Jogos de Tóquio 2020.

As seleções australiana e francesa em termos técnico está a frente do Brasil, segunda e quinta colocação do ranking mundial respectivamente. Austrália aponta como favorita a liderança do Pré-olímpico, a França garante sua vaga para Tóquio sem dificuldades também.

O desdenhar desse grupo recai a Brasil e Porto rico, a vitória no confronto sul-americano confirma a vaga olímpica, na disputa da terceira vaga do torneio de Bourges para Tóquio 2020. Porto Rico, é um adversário antigo e vencível, com retrospectivo positivo para o Brasil , os êxito no Pan-americano e AmeriCup. As seleções conhecem suas fraquezas e virtudes, o que facilita e prejudica, garantindo um jogo duro. 

O selecionado feminino, possui um garrafão impecável com o big three Damiris Dantas, Erika Souza e Clarissa Santos.  Mas, ainda deixa a desejar com as inconsistências da armação nas últimas competições. Até fevereiro esse será o encargo da comissão, melhorar o conceito de jogo defensivo e ofensivo para maior evolução no torneio. As chances são enormes, e não duvide caso a  seleção feminina surpreenda as potências do basquete feminino, Austrália e França.

Equipe e comissão técnica comemorando a classificação para Pré-olímpico Mundial. Foto: CBB/divulgação

Pré-Olímpico Feminino – 6 a 9 de fevereiro

6 de fevereiro
França x Austrália
Brasil x Porto Rico

7 de fevereiro
FOLGA

8 de fevereiro
Brasil x França
Austrália x Porto Rico

9 de fevereiro
Brasil x Austrália
França x Porto Rico

SOBRE O AUTOR Olá pessoal! Sou a Graziela Cristina, mas podem me chamar de Grazi, estudante de Jornalismo e fascinada pelo Basquete e suas magias! Amo histórias, quero trazer à tona a paixão do torcedor, mostrar quem é o verdadeiro " sexto homem", a torcida. Então, vamos juntos nessa série?! CONHECER TODO TIME
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