No último jogo da noite dessa terça-feira o Minnesota Lynx enfrentou o Seattle Storm pela WNBA

Um jogo interessante por vários motivos, duas campeãs da WNBA em quadra, Sue Bird pelo Seattle Storm é tri-campeã da ‘W’ e Sylvia Fowles Bi-campeã da liga, além das duas terem medalhas olímpicas e títulos mundiais em seu currículo (inclusive Rio 2016 e a Copa do Mundo de 2010, também disputada aqui).

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Outro fator interessante no jogo, foi o matchup entre Damiris Dantas e Breanna Stewart, muito se falou sobre isso no Twitter, a Damiris iria ter trabalho uma vez que a Breanna é uma das melhores defensoras da liga, na transmissão norte-americana a comentarista, comparava Breanna ao Dennis Rodman.

Minnesota Lynx x Seattle Storm – O Jogo

Minnesota Lynx chegou no jogo com uma missão, corrigir os erros nas trocas defensivas potencializando a pressão na bola para induzir erros. Bom, a coach Cheryl Reeve aparentemente estudou isso muito bem junto com as jogadoras, o tempo todo pressão na bola depois da troca, mas nem tudo são flores na IMG Academy.

Enquanto o Lynx pressionava a bola depois da troca, o Seattle Storm arrumou uma outra saída, espaçaram a quadra sobrando uma jogadora livre do lado oposto e essa foi a chave para Sue Bird e Natasha Howard matarem suas bolas de três pontos e não perderem o controle e a cabeça no começo do jogo frente a pressão do Lynx, fora as outras tentativas, final do primeiro quarto, 13 à 20.

O segundo período começou com a tônica de manter o equilíbrio e foi esse o ritmo do jogo, para os estudiosos de Basquete, esse é um jogo que vai valer a pena ver novamente, porque o ímpeto defensivo das duas equipes é bem interessante, mas nesse momento o Seattle tomou controle das ações.

O Lynx passou a selecionar alguns arremessos, que claramente não eram as melhores opções, infiltrar em situação de dobra defensiva é um dos maiores exemplos do que aconteceu no segundo quarto, que com cabeça fria seria o melhor quarto do Minnesota até aqui a parcial, foi 22 à 21.

WNBA e as lições para o intervalo

As duas equipes tem algumas tarefas para os minutos do intervalo, o placar até aqui é 35 à 41 para o Seattle Storm. Todo mundo sabe que seis pontos não é nada no mundo do Basquete.

Do lado do Lynx, hoje o problema nitidamente não é defensivo, mas sim ofensivo. As meninas precisam escolher melhor os seus arremessos, além disso a Damiris Dantas, tem um grande problema dentro de quadra, Breanna Stewart. A brasileira vem encontrando muitas dificuldades para ocupar posição dentro do garrafão ficando sempre atrás da defesa em relação a bola (Box Out).

Do lado do Storm, o problema está sendo ofensivo. Pode não parecer, mas Seattle não perdeu o controle da partida por estar controlando o jogo da defesa, ofensivamente, deixou de aproveitar as oportunidades dentro das trocas da defesa como fez no primeiro quarto, talvez ai esteja a chave para o sucesso.

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Minnesota Lynx x Seattle Storm. Seis pontos de diferença, definem o jogo?

Voltando para o jogo, seis pontos na frente e o Seattle Storm tinha uma só missão. Transformar isso em 10, 20, ou quem sabe 30.

O segundo tempo do confronto foi uma aula de defesa. Bom, se o Seattle Storm vinha controlando o jogo porque apostava em seus sistemas defensivos, porque não manter o poder defensivo em alta e ter mais bolas na mão com chances claras? Foi isso que aconteceu.

O Lynx não conseguiu esfriar a cabeça e ter mais calma para furar a defesa, não que tenha continuado a fazer escolhas ruins nos arremessos, mas não teve a mesma tranquilidade que o Storm tinha no ataque, parecia que da mesma maneira que o Seattle Storm defendia bem para atacar com calma, o Lynx perdia a cabeça ao não conseguir quebrar a defesa do Sorm e defendia não tão bem.

O resultado disso foi o terceiro período ser a maior diferença da partida com 11 pontos de frente do Storm na parcial.

O último período, um sistema defensivo zona, Damiris continuando a ter que espaçar a quadra por não conseguir espaço lá dentro e o controle da partida pelo Storm, até o fim da partida, 90 à 66.

O duelo entra a Damiris e a Breanna Stewart foi tão intenso e equilibrado que as duas terminaram a partida com 18 pontos, ambas cestinhas do confronto.

Fowless quebra recorde de rebote

Além da excelente partida das duas equipes, a noite reservou um momento para Sylvia Fowles. A pivô do Minnesota Lynx, se tornou a maior reboteira da história da WNBA, com 3357 rebotes.

A maior reboteira da históra da WNBA, é bi-campeã da liga em 2015 e 2017 os dois títulos com o Minnesota Lynx, nas duas ocasiões ela foi a MVP das finais, além de MVP em 2017. Pela seleção dos Estados Unidos ela foi campeã mundial em 2010, na Copa disputada no Brasil.

Além disso ela tem três medalhas de ouro olímpicas consecutivas, Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016.

Sylvia Fowles é uma das pilares do elenco do Lynx. Área Restritiva
Foto: Anthony Souffle/Star Tribune.

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