Um artigo sobre fatores energéticos e neuromusculares no treinamento do Basquete, esse é o trabalho apresentado no Área hoje, um trabalho publicado na revista Mackenzie de Educação Física.

Especificidade do treinamento no basquetebol: fatores energéticos e neuromusculares. Resumo:

O treinamento físico no Basquetebol tem como finalidade elevar a intensidade com que o jogador executa as acoes técnicas ao longo de todo o jogo.

O caráter intermitente e o conteúdo variado dos períodos de esforço e recuperação no jogo de basquetebol tornam complexa a análise da interação das variáveis fisiológicas envolvidas no desempenho. As vias energéticas atuam tanto na produção de energia para as ações do jogo quanto para a ressíntese rápida dos substratos utilizados.

Fatores neuromusculares determinam aspectos qualitativos importantes envolvidos nos gestos técnicos, como taxa de desenvolvimento de força e o impulso. A limitação no conhecimento sobre as interfaces dos aspectos energéticos e neuromusculares no basquetebol e determinante para a qualidade do treinamento que se desenvolve atualmente.

O estudo tem como objetivo discutir a especificidade das exigências do jogo a partir da síntese dos fatores energéticos e neuromusculares do rendimento.

O que eu achei do artigo:

Lendo esse artigo foi a primeira vez que vi uma definição para o exercício de “suicídio”, nunca encontrei (Nunca procurei), nem ao mesmo por acaso, como agora, alguém explicando o que é o exercício ou como eles citam o teste de suicídio.

É um texto muito técnico, mas muito interessante, no começo para quem não costuma ler trabalhos assim pode ser chato, eu li algumas vezes para ligar alguns assuntos tratados no texto.

No geral é um texto muito bem escrito, muito explicativo.

Achei interessante quando o autor aponta testes que tentavam correlacionar as respostas a tarefas anaeróbias e aeróbias, que em testes não tem relação mas na literatura são apontadas como relacionadas.

Alguns autores dizem que existe uma relação dinâmica entre os estímulos/tarefa, já que o basquetebol não é um esporte de predominância anaeróbia ou aeróbia, mas sim os estímulos da modalidade são ligados as duas funções, até pelos estímulos, por exemplo, saltar no basquetebol pode ser uma atividade anaeróbia, mas correr não, ainda assim as recuperações são incompletas em muitos momentos da modalidade o que deixa ainda mais o esporte interessante nesse aspecto.

Achei bem legal essa afirmação “Apesar da expressão de força e potência não ser máxima durante o jogo, a literatura, normalmente, apresenta a eficácia de métodos de treinamento em testes que exigem rendimento máximo de força e potência.”

Quanto ao treinamento de força, o texto remete ao princípio da especificidade quando aponta o que deve ser levado em consideração ao treinamento de força:

-Velocidade de movimento no treino próxima da exigência específica;
-Ângulos articulares próximos aos utilizados;
-Uni ou bilateralidade semelhante às exigências do jogo;
-Tipo de ação muscular.

Parece um pouco controverso mas, mesmo assim pelas definições que o trabalho trás é um trabalho interessante.
Só não entendi se ficou faltando algo ou não.

Escrito por:
Prof. Leonardo Lamas (Não sei a titularidade deste profissional)
Trabalho Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – 2006, 5(1):93-106.

Segue o trabalho em PDF: 11-06 – LAMAS – Especificidade do treinamento no basquetebol-Fatores energéticos e neuromusculares

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