Mensalmente a escritora Sarith Anischa, traz um texto de sua autoria. Hoje a autora escreve sobre, o mundo laranja, aquele mundo do Basquetebol, um texto sobre período que estamos passando, de isolamento social e sem o nosso amado Basquete.

O dia não tem mais cor.

O domingo a noite não é mais uma prévia da loucura proclamada.

A segunda não tem mais amor.

A tarde não tem mais alegria.

Não tem bolas batendo, crianças correndo, tênis cantando no chão da quadra.

Não tem mais cesta acompanhada de gritaria, não tem mais rodinha de amigos.

Não tem mais meninas fazendo exercícios em dobro e nem meninos treinando habilidades.

Não nem mais palmas, não tem mais reforços positivos, não tem mais reza pra uma bola cair.

Não tem mais apito, não tem mais início de jogo, não tem mais falta (nem reclamação de falta), não tem mais colete. Não tem mais time, não tem mais coletividade.

Não tem mais físico, não tem mais cara de cansados, não tem mais comemorações, não tem mais nada.

Só tem um vazio imenso. Um choro paulatino. Um amor transbordando. Uma saudade danada.

Faz 1 mês que vivemos o sonho (acordado) de poder voltar pra quadra.

Na foto, uma Bola de Basquete em uma quadra vazia. Pelas linhas da quadra a foto foi tirada próximo a linha central da quadra, a bola está perto do círculo central, é uma bola de Basquete da Molten para jogdos do adulto, a quadra de piso flutuante (aqueles pisos de madeira), o enquadramento está com a bola em primeiro plano e a câmera posicionada próximo ao chão. O dia em que o nosso mundo laranja parou -Área Restritiva

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