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  Um Bate e Rebate sobre o título Mundial Feminino de Basquete com a Hortência Marcari

Hortência de Fátima Marcari Oliva, nascida em Potirendaba, interior de São Paulo. Hortência é  exclusivamente a maior pontuadora da história da seleção com 3.160 pontos marcados em 127 partidas oficiais. Média de 24,9 pontos por partida. Já disputou cinco mundiais e duas olimpíadas.

Um Bate e Rebate sobre o título Mundial Feminino de Basquete com a Hortência Marcari
Foto que saiu na Gazeta Esportiva, destaca a vitória do Brasil sobre a China por 96 à 87. Além de evidenciar a presença do Juarez Araujo, enviado pelo jornal para fazer a cobertura em loco.
Foto: Gazeta Esportiva

Considerada uma das maiores atletas femininas de seu esporte e eleita a maior jogadora da história dos mundiais de Basquetebol feminino por votação popular da Federação Internacional de Basquetebol – FIBA em 2018.

Participou  da estreia da seleção feminina nos Jogos Olímpicos, em Barcelona 1992, mas foi em 1994 o maior momento do Basquete Feminino, quando a rainha Hortência comandou a Seleção Brasileira na campanha de seu único título da Copa do mundo de basquete feminino, em 1994, além de ser a cestinha do torneio e eleita MVP da competição.

Interrompeu sua carreira para ter um filho. Mas a paixão pelo esporte e o desejo de conquistar uma medalha olímpica falaram mais alto, Hortência voltou às quadras e conquistou a medalha de prata em Atlanta 1996

No ano de 2002,  foi para o Women’s Basketball Hall of Fame no Tennessee e em 2005 teve seu nome incluso no Hall da Fama do Basquetebol no Naismith Memorial em Massachusetts, EUA. Isso mesmo meus amigos, nossa Rainha é uma das duas jogadoras estrangeiras no Hall da fama americano. A primeira brasileira a entrar nesse célebre grupo.

Já em 2009, entrou para o FIBA Hall of Fame, na Espanha, espaço para aqueles que segundo a instituição maior do Basquetebol mudaram o jogo e na última terça-feira (25), nova integrante do Hall da fama do Comitê Olímpico Brasileiro – COB.

Hortência ainda bateu o Recorde Mundial de Cestas em uma partida, com 121 pontos em uma única partida.

Atualmente comentarista da Rede Globo, empresária e palestrante motivacional, viaja o Brasil a fora na missão de propagar suas histórias e conhecimentos inspiradores.

Se liga no bate e rebate com a Rainha sobre sua maior conquista como atleta, o mundial de basquete feminino:

Área Restritiva: Brasil a caminho da Austrália com uma comissão técnica nova, Miguel de Ângelo Luz à frente. Você conhecia o trabalho de Miguel? Houve desconfianças por sua parte? E após mundial, qual era o seu novo olhar sobre o Miguel?

Hortência Marcari – Realmente a convocação do Miguel foi uma surpresa geral, pois ele era totalmente desconhecido pelo basquete feminino. 

Houve uma certa insegurança pelo fato de não sabermos se ele era realmente qualificado para pegar uma equipe já experiente como a nossa, e num campeonato mundial. Com o passar do tempo, fomos o conhecendo e aí nossa percepção mudou. E com o título a certeza que ele fez um ótimo trabalho.

ÁR: Como ocorreu o processo de preparação da seleção?

Hortência – Tivemos uma preparação adequada para uma competição como essa!

ÁR:  A falta de divulgação da imprensa afetou a equipe?

Hortência – Não ligamos muito pra isso pois o mais importante era a competição! No meu caso a última. 

ÁR: Totalmente desacreditado o Brasil chegava a Austrália, com uma comissão técnica nova, passou por duas derrotas e um jogo duro contra a Espanha antes de chegar às semifinais. Vocês também duvidavam que poderiam ser campeãs?

Hortência – Soubemos tirar proveito das duas derrotas e entender o que cada uma poderia contribuir para a equipe. Mundial é uma competição muito difícil e em nenhum momento deixamos de acreditar no nosso potencial. A equipe estava pronta. 

ÁR:  Você e a Paula eram as mais experientes da seleção, essa bagagem servia como exemplo às outras jogadoras. Possuía uma cobrança interna, de si para conquistar o mundial? 

Hortência – As mais jovens sempre tiveram um respeito muito grande com a gente e souberam ouvir e em nenhum momento teve Constança e sim cada uma entendendo a sua obrigação dentro do time. 

ÁR: O jogo mais marcante daquele Mundial foi contra os Estados Unidos mesmo, na semifinal? 

Hortência – Todos os jogos foram muito importantes, mas ganhar dos EUA sempre tem um gostinho a mais. 

ÁR:  Como foi marcar a Teresa Edwards, uma das melhores jogadoras de todos os tempos?

Hortência – Pra falar a verdade todas as jogadoras eram difíceis de marcar. Cada uma na sua posição. Tereza sempre.

Um respeito a mais pela sua importância de comando dentro da equipe.  

Um Bate e Rebate sobre o título Mundial Feminino de Basquete com a Hortência Marcari
Cestinha do Brasil com 221 pontos, a rainha Hortência foi eleita MVP.
Foto: Divulgação: CBB

ÁR: Qual foi o momento-chave da competição, aquele momento “Esse mundial é Nosso!”?!

Hortência – Quando ganhamos dos EUA. Já havíamos jogado contra a China na fase de classificação e tínhamos perdido. Conhecíamos muito bem a parte tática e técnica da equipe. Já era um grande passo. 

ÁR: Você já parou para rever os jogos daquele campeonato? Ou nunca?

Hortência – não gosto muito de ver jogos. Já vi alguns momentos. 

ÁR:  Como foi ganhar o mundial fazendo parte das maiores pontuadoras da seleção brasileira e integrante do Big Three (Você, Paula e Janeth)? 

Hortência – Chegamos na Austrália com a finalidade de marcar essa geração e a questão de pontuação não estava nos planos de nenhuma jogadora. O mais importante para nós era o título. 

ÁR: Tente imaginar, sem o título, como seria para você, talentosa e respeitada por todos, ter uma carreira sem um título tão relevante como foi o Mundial de 94?

Hortência – Seria muito cruel para qualquer uma de nós. Não consigo nem imaginar. 

ÁR: Pertence a geração de ouro do basquete feminino, marcaram a história da modalidade. Incentivadora e inspiração às novas gerações. Como vê o basquete feminino hoje?

Hortência – infelizmente não está bem. Precisamos começar hoje um trabalho para se ter um resultado bom daqui a 10 e15 anos. A gestão da nossa modalidade foi muito falha e estamos colhendo os frutos agora. 

ÁR: 25 anos depois, qual é a sensação/sentimento que fica quando você olha pra trás e vê que foi campeã do mundo com a seleção brasileira feminina em 1994 na Austrália e MVP da competição com 221 pontos?

Hortência – A sensação de dever cumprido e que eu sou uma pessoa abençoada por Deus por ter me proporcionado tantas emoções maravilhosas. 

Sou uma pessoa totalmente realizada na minha vida profissional de atleta!

Esse foi o ultimo texto da série “25 anos da conquista do mundial de basquete feminino” entrevistando Hortência Marcari, o Área Restritiva lhes apresenta quatros publicações sobre o mundial da Austrália, onde uma complementa a outra, então não deixem de conferir.

25 anos do mundial da Austrália conquistado por ELAS!

O Basquete Feminino Brasileiro, contra o Mundo, esse foi o Mundial de 94

O Basquete Feminino e uma geração que ficou marcada em 1994

 

SOBRE O AUTOR Olá pessoal! Sou a Graziela Cristina, mas podem me chamar de Grazi, estudante de Jornalismo e fascinada pelo Basquete e suas magias! Amo histórias, quero trazer à tona a paixão do torcedor, mostrar quem é o verdadeiro " sexto homem", a torcida. Então, vamos juntos nessa série?! CONHECER TODO TIME
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