De dentro para fora do Jogo, uma visão diferente de quem de alguma forma viveu O Basquete.
Contra o Flamengo, Guerrinha comandará jogo de número 300 pelo NBB
Fotos: Antonio Penedo/Mogi-Helbor.

O técnico Guerrinha chegará à marca histórica de 300 jogos no NBB Caixa (Novo Basquete Brasil) na partida contra o Flamengo nesta terça (9), às 21h, no Rio de Janeiro. Ele é o segundo treinador com mais partidas na competição, já que o técnico Régis Marrelli comanda o Vitória nesta segunda (8) contra o Bauru e também chega à sua 300ª participação. Guerrinha é o que tem mais vitórias no NBB, com 189 triunfos, 110 derrotas e 63,21% de aproveitamento (veja números abaixo).

O comandante mogiano atua há 20 temporadas como técnico. Nos campeonatos organizados pela CBB (Confederação Brasileira de Basketball), ele soma 264 jogos, com 164 vitórias e um título nacional. Um aproveitamento de 62%. Juntando competições da CBB e da Liga Nacional de Basquete, Guerrinha atuou em 563 jogos e tem 353 vitórias – 62,69% de aproveitamento.

“Trezentos jogos durante 10 anos, eu fiquei só uma temporada fora, é gratificante porque é um mundo muito competitivo. Eu tenho o segundo maior número de vitórias na antiga CBB, sou o que tenho mais no NBB e sou o segundo com mais partidas na Liga Nacional [abaixo do Régis Marrelli, que completa 300 nesta segunda]. Isso mostra um trabalho de qualidade meu. O início da minha carreira na Liga, em Bauru, foi com equipes modestas e a gente continuou um trabalho árduo, só no final que foi com uma equipe competitiva e agora também com equipe competitiva. Estou entrando na minha vigésima temporada como técnico e é muito gratificante estar em uma Liga como a Liga Nacional, competitiva e sempre querendo melhorar. Isso nos faz sentir orgulho”, destaca.

Guerrinha comandou Bauru por sete temporadas do NBB e conquistou um vice-campeonato. O treinador está na segunda temporada pelo Mogi das Cruzes/Helbor e já ganhou um Paulista e uma Liga Sul-Americana. O título do NBB que falta, segundo ele, é importante não só como uma conquista pessoal, mas especialmente para coroar o trabalho em uma cidade que respira basquete como Mogi das Cruzes.

“Em termos de brasileiro, como jogador eu tive cinco títulos e como treinador eu tive um. Agora no NBB, sim [falta para coroar]. A gente pega jogadores ‘top’ da NBA que não conseguiram título. Aqui, atletas como Shamell, Larry, que ajudaram a construir a Liga e que não têm títulos [de NBB] ainda. Mas isso faz parte. É o momento, tem outras equipes que mereceram mais. É a cerejinha do bolo. É um sonho nosso não só ter essa cerejinha no basquete brasileiro, mas principalmente pela cidade de Mogi que merece.”

O treinador destaca que os números e as conquistas pessoais e coletivas ficam em segundo plano em razão do legado que o trabalho fora da quadra deixa para a sociedade.

“Mais importante que os números no basquete é o trabalho que você deixa. Pelos lugares que eu passei, em Rio Claro, Bauru e aqui em Mogi, eu me preocupo muito com o basquete fora da quadra. A gente mostra que ele não é só de resultados, mas, principalmente, social também. Eu tenho uma preocupação com o lado social do esporte e sempre fiz isso bem. Dentro da filosofia do clube, a gente tenta proporcionar o melhor da equipe para a sociedade e pode tocar as pessoas com a emoção com o nosso esporte.”

Ele também ressalta a importância da Liga Nacional de Basquete na sua evolução profissional.

“Antes da Liga Nacional chegar, a gente não tinha um canal direto. Apesar da gente discordar de arbitragem e de outras coisas, isso faz parte em um processo profissional, a Liga me deu uma conscientização profissional de técnico muito grande. De saber que existe uma retaguarda que se preocupa, que nem sempre atende às suas expectativas, mas que te faz pensar diferente e fazer uma dinâmica, principalmente, durante os jogos. Eu era muito mais agressivo como técnico, reclamando, brigando muito mais com tudo e todos. Eu devo esse crescimento profissional à Liga”, adverte Guerrinha.

Marcas históricas e liderança em prova no próximo jogo do Mogi
Fotos: Antonio Penedo/Mogi-Helbor.

JOGOS NBB

Técnico                       Jogos   Vitórias           Derrotas         Aproveitamento

Guerrinha                    299     189                 110                 63,21%
Régis (VIT)                  299*   149                 150                 49,83%
Alberto Bial (CEA)        283     144                 139                 50,88%
Gustavinho (PAU)        269     148                 121                 55%
Demétrius (BAU)         268     150                 118                 55,97%
Neto (FLA)                  242     180                 61                   74,38%

  • completa 300 nesta segunda-feira (8)

 

SOBRE O AUTOR Diego Andrade, mais conhecido como Diego Silver. Professor de Educação Física. Pai, viciado em coisas de Nerd e é claro entusiasta do Basquetebol. Ex-Aluno do Bi-Campeão Mundial Rosa Branca, quando o mesmo era servidor do SESC Consolação. CONHECER TODO TIME
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