A ultima etapa do mais novo evento de basquete 3×3, aconteceu em São Paulo, nos dias 27 e 28 de Dezembro, na Zona Leste de São Paulo, mais precisamente no Parque Pet Ceret em um final de semana de muito sol, a interação e o clima de confraternização da ultima etapa da competição reinaram sobre qualquer disputa no final de semana.

Fotos: Mayara Ananias
Fotos: Mayara Ananias

Participante de todas as etapas do Movimenta São Paulo comenta sobre a importância do evento.

“Faltava, campeonato como esses, quanto mais eventos como esse acontecem, mais gente quer jogar, maior é o público, isso é muito bom, eu acho que foi uma boa ideia fazerem eventos como esse”, comenta um dos finalistas do campeonato de enterradas, o jovem atleta conhecido como Canguru.

Banhados por um forte sol, em sua arena montada sobre as quadras do Parque a principal preocupação da Associação Nacional de Basquete 3×3 e do PEC-IDEAS, era a hidratação dos atletas, participaram do evento mais de 150 atletas, divididos nas quatro categorias e nos dois dias, os organizadores do evento disponibilizaram água gelada para todas as equipes, sem falar da alimentação com frutas frescas, mas isso sempre acontece no eventos da ANB3x3.
“Nós temos que nos preocupar com os atletas, sem eles não iria acontecer tudo isso, mesmo com um Sol de 40˚, todos vieram, até mesmo atletas que não conseguiram equipes para jogar vieram, para acompanhar o evento, isso é muito importante para nós”, comentou Vinicius Cardozo, presidente da ANB3.
Mesmo com todo os cuidados possíveis, uma ambulância estava de prontidão para atender qualquer eventualidade caso algum dos atletas ou até mesmo publico presente passasse mal durante o evento.

O evento que teve sua 5 e ultima etapa, foi possível graças ao PEC-IDEAS, Projeto Esporte Criança & Instituto de Desenvolvimento do Esporte e Ação Social, além da Secretaria Municipal de Esportes – SEME, que tiveram todo o trabalho de angariar fundos e buscar profissionais capacitados para a sua execução, o evento é gerido pela ANB3x3 – Associação Nacional de Basquete 3×3.

“O mais legal de tudo, independente de ter um ponto bom e um ruim, era algo que não acontecia, ter a oportunidade de trazer a minha filha e jogar ou até tem gente que deixa de ir em um para ir em outro, isso é muito bom”, comenta Eliam Killae, um dos atletas do +18.

“Nós somos todos ratos de basquete, quanto mais espaço para as crianças melhor, para uma criança ter oportunidades como essa de jogar basquete 3×3, fica marcado para ela, para nós que já jogamos, se não jogar hoje, não vamos deixar de jogar, a criança já é diferente”, completa o atleta.

Fotos: Mayara Ananias
Fotos: Mayara Ananias

Nos dois dias do evento aconteceram clinicas de basquetebol ministradas pela Cristal Rocha, que teve muito apoio dos ballers, que já jogam basquetebol e vem o Movimenta São Paulo como uma oportunidade de jogar e reencontrar os amigos, as aulas de basquete 3×3, tiveram como objetivo a apresentação da modalidade, com situações do jogo onde fosse possível entender como o 3×3 funciona, ponto importante para assim, os novos atletas entenderem que o Basquete 3×3 e o Street Ball, são diferentes

No domingo aconteceram as disputas no adulto e o Parque Ceret, ficou cheio de gente querendo saber o que estava acontecendo no evento, com muita musica, risadas e um grande espaço, afinal a ANB3x3, montou 4 meia quadras e em um momento, ainda deixou mais duas cestas em um outro espaço para que as pessoas pudessem jogar, competir e assistir um pouco de basquetebol.

O naipe feminino, tinha como grande favorita a equipe Liga da Justiça a equipe que ganhou todos as etapas anteriores, salientando ainda que só não ganhou o título na primeira etapa, que aconteceu no Clube Tietê, porque não tiveram disputas de feminino, as meninas então foram para Osasco, se inscreveram a tempo na Etapa do Circuito Paulista de basquete 3×3 e a etapa do evento, ou seja uma equipe a ser batida.

“O evento é muito bom, a vibração de todo mundo, o evento está melhorando a cada edição, o único problema é que falta menina para jogar, por isso as vezes parece injusto jogar por ter menos jogos em algum grupo”, comenta a atleta Cristiane Oliveira, se referindo a grupos com menos equipes, assim menos jogos.

Fotos: Mayara Ananias
Fotos: Mayara Ananias

A atleta ainda complementa, sobre a importância que foi o Movimenta São Paulo.

“Até então as meninas, que moram na cidade de São Paulo, conseguem ir jogar as competições de 3×3, ainda mais no Movimenta São Paulo, que tem trazido eventos de basquete para regiões da cidade de São Paulo, no Basquetebol feminino, os polos são fora de São Paulo, ai as vezes meninas que queriam jogar e são novas não jogam por não poderem ir, assim não iriam ter a oportunidade de jogar e desenvolver o seu basquetebol. Eu mesmo se não tivesse o Movimenta São Paulo eu não iria jogar 3×3 e não iria desenvolver o meu basquetebol”.

Questionada sobre qual poderia ser o motivo do baixo número de atletas no naipe feminino, Cristiane comenta.

“Acho que falta incentivo para as meninas jogarem, vejo que é diferente as meninas de hoje, comparando como era antigamente com os meninos, os treinos eram mais intenso a cobrança era diferente, eu acredito que por isso muitas garotas desistem de jogar”.

A Atleta que só não foi a uma etapa do movimenta São Paulo por compromissos pessoais e acadêmicos, deu sua opinião sobre qual pode ser a solução para o problema de poucas equipes no feminino adulto e sub-18.

“Acredito que as Ligas precisam conversar com os técnicos de basquetebol das equipes da região para que liberem atletas para jogar o basquete 3×3, assim aumenta o nível da competição e traz mais atletas para jogar, assim mais equipes, o basquete 3×3, desenvolve algumas coisas de forma diferente do tradicional, por ser mais dinâmico, você tem que fazer muito mais coisas no 3×3, no 3×3 você é livre”, finaliza.

 

Divididas em dois grupos, as garotas do +18, tiveram confrontos no mínimo curiosos, as semi-finais ficaram entre as meninas da equipe Fênix contra Street Girls, do outro lado Liga da Justiça contra Wild Cats, sim as meninas que ficaram em segundo lugar no Sub-18.

Passando então para a grande final Street Girls e Wild Cats, sim isso mesmo, aquela equipe que ficou com o vice no Sub-18, fazendo a final e ganhando por 07 à 05 da equipe Street Girls.

“Vencer a competição, foi uma emoção muito grande, nós evoluímos muito, para quem viu a gente desde o começo, sabem da nossa evolução e estamos muito feliz com isso”, comentam as atletas em um bate-papo.

Conversando com as meninas do Wild Cats, elas deixaram claro duas coisas, uma é que amam o basquetebol, querem jogar sempre que puderem e respeitam o técnico delas no Ladies Basquete, a segunda é que tudo isso foi possível graças a força da Thaís da equipe Liga da Justiça.

“Não é por sermos mais novas que não temos capacidade, vencemos o time a ser batido, mas não por sermos melhores, mas por ter mais garra, hoje é um dia muito especial, nós nem iriamos jogar, se não fosse a Thaís do Liga da Justiça, nós não iriamos jogar, estávamos indo embora, depois de perder um jogo ela foi falar com a gente porque tinha achado isso errado, fez a gente voltar e viu o que tinha acontecido e ficamos para jogar”, comentam e finalizam.

“Se não fosse por ela isso não é possível”

Fotos: Mayara Ananias
Fotos: Mayara Ananias

No naipe masculino, 27 jogos preencheram o dia de disputas, com uma semi-final feita por equipes que já tem vaga na Etapa Final do Circuito Paulista de Basquete 3×3, DCL e Putbacks tem suas vagas para a etapa final da maior competição de 3×3 de São Paulo e do País.

As semi-finais foram, DCL Old contra PutBacks e Street Mooca contra DCL, Passando para a grande final DCL Old e DCL com vitórias de 14 à 13 e 12 à 10 respectivamente e uma final tensa pela frente.

89Com grandes atuações e respeito mutuo pelos participantes das equipes, a equipe DCL, vence os veteranos do DCL Old.

No +18, além das disputas individuais de Enterrada, Habilidade e 3 pontos o evento contou com a primeira coroação do cestinha no feminino, a maior pontuadora foi a Carol do Street Girls com 17 cestas, já no masculino Moises do DCL com 22 Cestas.
Na disputa de melhor acrobata do basquetebol, a vitória em disputa acirrada ficou com o Lig Lig da ANB3x3, nos 3 pontos, da equipe Hammer Cristiane e o atletas mais rápido da competição, com 26 segundos, foi o Maicon do STF Hunters.

Deixando um recado para quem quiser participar e conhecer melhor o basquete 3×3 em próximas oportunidades, o Canguru, comenta.

“A galera que não veio por ter vergonha, não precisa disso, o foco desses eventos além do basquetebol é conhecer pessoas, estar com seus amigos, se divertir, é uma oportunidade muito boa, até porque quem trabalha a semana inteira e quer jogar basquete tem chances como essas é muito bom”.

 

Fotos: Mayara Ananias
Fotos: Mayara Ananias

Todos os resultados das competições geridas pela ANB3x3, estão disponíveis no site do 3×3 Planet, onde além dos resultados fica o ranking mundial do Basquetebol 3×3.

Para saber mais sobre o PEC-IDEAS, basta acessar o site.

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Diego Silver