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  Como estão os Brasileiros da Liga de Desenvolvimento da NBA

Como estão os Brasileiros da Liga de Desenvolvimento da NBAVoltando para trazer uma visão semanal dos brasileiros que estão jogando na NBA, ou melhor na Liga de Desenvolvimento da NBA, a NBA G-League. Sim a caçula e pouco conhecida Liga de Desenvolvimento da NBA.

Como estão os Brasileiros da Liga de Desenvolvimento da NBA
Com o patrocínio master da Gatorade até o logo da Liga mudou.
Fonte: SportsLogos/Google

Mas como a Liga já começou e esse será a primeira publicação sobre a Liga, vamos primeiro explicar o que acontece, como a G-League, para começar pelo nome. Até a temporada passada o nome da Liga era NBA D-League, a partir dessa temporada o ‘D’ foi substituído pelo ‘G’, devido a um acordo entre a liga e a Gatorade, que resultou na mudança do nome e do logo da Liga.

Além disso a organização a Liga de Desenvolvimento da NBA, funciona de forma diferença da liga que tem um nome parecido e é organizada pela Liga Nacional de Basquete em parceria com a Confederação Brasileira de Clubes aqui no Brasil (essa vamos deixar para falar em outra oportunidade). Mas a organização da NBA G-League é semelhante a da NBA.

Os nomes das equipes são constituídos sempre pelo nome da cidade e o nome da equipe, assim como na NBA e as franquias jogam todas contra todas em fase regular depois disso a pós-temporada. A Fase Regular conta com 50 jogos sendo disputados de Novembro até Abril, depois disso começam os Playoffs que começam as serem disputados já em Abril, são disputados em quatro Rounds.

Um novo formato de classificação para os Playoffs começou a valer a partir de 2017/18. De acordo com esse formato as seis melhores franquias se classificam sendo elas as campeãs de suas divisões, além delas outras seis vagas são preenchidas com as melhores campanhas das conferência, dessa forma os campeões de divisão ocupam do primeiro ao terceiro lugar e do quarto ao sexto são as outras melhores campanhas da temporada regular.

Na classificação da Conferência as duas melhores campanhas de cada lado, ganham uma bye ou seja não disputam a primeira rodada dos playoffs, se classificando automáticamente para a próxima fase como cabeças de chave. Sendo assim as oito equipes que se classificam disputam as vagas remanescentes.

Mas o detalhe mais importante da NBA G-League é o fato de que todas as franquias tem ligação com alguma equipe da NBA, até a temporada passada se não fosse times da mesma franquia, eles tinham algum tipo de convênio dessa forma eles enviavam jogadores da NBA para a Liga menor.

De acordo com o site da NBA G-League todas as equipes tem algum tipo de afiliação com franquias da NBA, sendo que dentre estas algumas são equipes da mesma franquia, como por exemplo é o caso do Raptors ou do Lakers. Dessa forma as franquias conseguem mandar atletas para as suas equipes na Liga Menor e ainda assim trazer eles de volta caso precisem, não deixando os jogadores encostados e fora de ritmo.

Hoje a liga conta com 26 equipes, divididas em seis divisões como na NBA. Porém o número não é o mesmo de franquias por divisões, como vocês podem ver na imagem abaixo:Como estão os Brasileiros da Liga de Desenvolvimento da NBA

Como estão os Brasileiros da Liga de Desenvolvimento da NBA

Tem brasileiros atuando na Liga de Desenvolvimento da NBA (NBA G-League)

Agora que vocês conhecem a Liga e seu sistema de classificação. Vamos falar dos brasileiros que estão na Liga de Desenvolvimento da NBA. Sim, , alguns brasileiros atuam na NBA G-League, são eles: Bruno Caboclo, Scott Machado, Wesley Mogi e George de Paula.

O Campeão da G-League: Bruno Caboclo

Começando pelo Bruno Caboclo, chegou na NBA e G-League depois de defender o EC Pinheiros, com grande destaque em sua participação na Liga da Desenvolvimento brasileira e além de ter sido MVP da edição de 2013 do NBA Basquete Sem Fronteiras, ele que defende o Raptors 905 e pode atuar pelo Toronto Raptors (Eu vou explicar isso em uma outra publicação), atual campeão da D-League pelo Raptors 905, deixando sua marca nas finais com um duplo-duplo de 31 pontos e 11 rebotes, Caboclo debutou na Liga menor defendendo o Fort Wayne Mad Ants.

Na atual temporada Caboclo tem médias de 31,2 minutos por jogo, com 16,2 pontos e 6,6 rebotes. Além de sempre ter ao menos um toco, uma assistência e uma roubada de bola por partida e ainda atuou em todos os jogos do Raptors até então.

O Ala que está no Toronto Raptors desde quando foi Draftado pela franquia em 2014, atualmente disputa a sua quarta temporada atuando entre as duas equipes da Franquia o Toronto Raptors (NBA) e o Raptors 905 (NBA G-League). Ele foi o primeiro brasileiro campeão da Liga de Desenvolvimento da NBA, além de ser o primeiro brasileiro a jogar pelas duas equipes no mesmo dia.

O Veterano e a vontade de ir para NBA: Scott Machado

Scott Machado que tem namorado com a NBA desde sua tentativa no Draft 2012, não sendo Draftado porque segundo ele recebeu propostas de Draft que queriam mandar ele para a Europa no mesmo ano e essa não era a vontade do armador que defendeu o Brasil na Universiade em 2011 e chegou a ser convocado em 2012, mas pediu dispensa por conta do Draft da NBA.

A meta do Scott Machado era clara, ele queria jogar na NBA não importava como. Recado dado, não sendo Draftado foi para a NBA Summer League, atuou pelo Houston, Golden State, Toronto e Washington. Sempre conseguindo destaques na armação, mas não foi o suficiente para cravar espaço na NBA.

Ainda em 2012 na NBA atuou 6 vezes pelo Houston na temporada regular e nos playoffs da temporada 2012/13 trocado com o Golden State Warriors jogou 5 partidas, em nenhuma das equipes foi titular.

Diferente da D-League está em sua terceira temporada. Mas a ultima depois de um tempo jogando na europa (sim, parece que em 2014 ele entendeu que precisava de experiência fora dos EUA), defendeu equipes na França, Estonia, Alemanha e na Espanha, voltando na temporada 2017/18 para defender o South Bay Lakers.

Scott Machado é o brasileiro desconhecido dos que atuam na NBA G-League, mas deve ser observado com carinho. Na temporada 2017/18 ele está com médias de 30,2 minutos por jogo, deixando a marca de 16,2 pontos, 8,3 assistências e 3,2 rebotes, entrando em quadra 23 partidas até aqui.

Agora chegou a vez dos Notatos na Liga de Desenvolvimento da NBA

Não foi no Draft, mas foi treinando: George Lucas

George Lucas, conhecido como Georginho é conhecido dos brasileiros, atuou nas equipes adultas do Pinheiros e do Paulistano, com destaque maior no Paulistano, participando diretamente na campanha do Vice-campeonato da equipe alvi-rubra, além de ter sido eleito o jogador que mais evoluiu. No Pinheiros além de atuar no adulto onde foi eleito jogador destaque do Campeonato Paulista 2015 foi campeão da Liga de desenvolvimento do mesmo ano.

Se inscreveu no Draft de 2017, mas infelizmente não foi escolhido. Porém o Houston Rockets convidou o brasileiro para os Training Camps do Rockets, treinando com o elenco principal da franquia e para jogar a NBA Summer League, fazendo um contrato que dava a chance de ser efetivado na franquia texana, o que não aconteceu, porém ele foi absorvido pelo Rio Grande Valley Vipers, equipe da G-League com convênio com o Rockets.

No RGV Vipers, Georginho ainda está amadurecendo, atuou em 4 a oportunidades ainda sem conseguir mostrar o seu jogo, em três minutos de média em quadra.

Então para quem não lembra do Georginho jogando, da uma olhadinha no que ele fez atuando pelo Paulistano/Corpore.

Das enterradas no NBB para a G-League da NBA: Wesley Mogi

Wesley Alves, conhecido como Mogi. Ganhou notoriedade quando atuava pelo Paulistano/Corpore ao vencer o torneio de enterradas do NBB em 2016, no mesmo ano foi convidado para participar do Nike Hoop Summit do mesmo ano, o evento que já contou com a participação de outros brasileiros, entre eles o Georginho.

Se inscreveu no Draft da NBA em 2017 também não conseguiu vaga em nenhuma franquia e foi absorvido pelo Grand Rapids Drive no Draft da G-League. Atuando em três partidas com 9,8 minutos de média e 1,67 pontos. O jogador em Dezembro de 2017, teve seu nome retirado do elenco , sem muitas informações até então.

Esses são os nossos brasileiros da G-League, o que podemos esperar?! 

O que EU acho disso tudo. Antes de mais nada a idéia da G-League é bem interessante, ter uma liga onde as franquias da NBA consegue dar tempo de quadra para os jogadores, não é a toa que 30% dos jogadores da NBA passaram pela G-League, um grande exemplo do trabalho da G-League é o Lucas Nogueira, ou melhor o Lucas ‘Bebê’.

A G-League é como se fosse uma incubadora, o que funciona muito melhor do que mandar atletas para a Europa que era o que acontecia antes, porque na Liga Menor as equipes da NBA mantém contato mais próximo com suas parceiras, ou até mesmo tem projetos mais ambiciosos como o Raptors que com o Toronto Raptors e o Raptors 905, cuida das duas equipes praticamente da mesma forma.

Desses quatro os dois últimos não podemos falar muita coisa, mas o Caboclo é o que está no melhor projeto na minha opinião, até por ser o unico com o contrato Two-Way podendo atuar pela NBA e pela G-League. Mas só por ter a chance de participar dos treinos e do Planejamento do Raptors da NBA já é a melhor proposta dentre os quatro brasileiros.

Mas eu sempre tive bons olhos para o Scott Machado, sempre! Desde o NBA Draft em que ele participou e não foi escolhido. Bom não é atoa que ele continua namorando a NBA e a NBA flertando com ele e de qualquer forma se ele não tivesse condições de jogar na G-League ou em qualquer outro lugar não teria sido escolhido na décima posição do G-League Draft.

Sonhar com ele defendendo a seleção brasileira, junto com a geração do Caboclo e do Georginho, não seria muito, seria?!

Para acompanhar os jogos da NBA G-League só acessar o site da Liga, eles transmitem via Twitter e Facebook.  

SOBRE O AUTOR Diego Andrade, mais conhecido como Diego Silver. Professor de Educação Física. Pai, viciado em coisas de Nerd e é claro entusiasta do Basquetebol. Ex-Aluno do Bi-Campeão Mundial Rosa Branca, quando o mesmo era servidor do SESC Consolação. CONHECER TODO TIME
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