Hoje aconteceu algo único no mundo, o firmamento de uma parceria. Uma parceria entra a maior liga esportiva do mundo e uma liga de outro pais, nesse caso uma parceria entre a NBA e o NBB.
Porém muito se foi falado sobre essa parceria e o que ela pode gerar, mas nada de muito concreto.

O evento que aconteceu nessa quinta-feira, dia 11 de Dezembro, serviu mais como data para o anuncio oficial da parceria, parecia que tudo foi montado para se comemorar o fato ocorrido e não falar mais sobre o que vai acontecer, pelo simples fato de que eles não tem ainda decidido o que vai acontecer.

Sim, eles firmaram a parceria, mas não falaram muito sobre ela.

Estranho?! Talvez. Mas curioso em sua maior parte.

Depois das apresentações e suas respectivas falas, a banca comandada pelo Roby Porto, que foi o mestre de cerimonias do evento, tinha em suas cadeiras, Arnon de Mello, diretor executivo da NBA Brasil, Cassio Roque Presidente da LNB, o Vice presidente Rossi, o norte-americano Jason Carrily representando a NBA e o Kouros Monadjemi, primeiro presidente da LNB hoje um dos diretores da instituição. Além é claro de diversas autoridades do esporte, como o técnicos, dirigentes e poderes políticos relacionados ao esporte, todos para acompanhar o anúncio da parceria.

A primeira fala foi do Arnon de Mello, que conseguiu posicionar a todos sobre o papel da NBA nessa parceria, a NBA é uma espécie de consultora da LNB, a NBA não vai gerir a LNB e sim apoiar a instituição brasileira, trazendo todo o seu poder para somar as idéias da NBA, com inovações nos campos administrativos, comerciais e do marketing, não existe aporte financeiro a NBA não vai pagar nada para a LNB, mas sim dar suporte nas ações da maior liga de basquetebol latino americana.

Depois dele Jason Carrily, frisou mais uma vez algumas falas do Arnon, quanto ao crescimento do basquetebol no Brasil, além do crescimento da NBA no Brasil, tudo isso relacionado ao público e que a NBA vem acompanhando isso a um certo tempo, além disso, justificou a escolha do Brasil e da LNB como primeira parceira nesse modelo de negócios, o fato é a audiência brasileira e o crescimento da modalidade, que está cada vez mais solidificada.

Seguindo a ordem o microfone foi para as mãos do Cássio Roque, depois dele, Rossi e Monadjemi, os três compartilharam a fala, lembrando do que a liga foi no começo e no que está se tornando, que tudo isso não foi previsto, quando aconteceram as primeiras reuniões, o presidente da LNB Cássio Roque confessou que a maior meta da LNB e fixar o basquetebol como segunda maior modalidade esportiva no Brasil, algo que um dia foi nas suas primeiras décadas em solo nacional, Rossi que também é um dos executivos do Esporte Clube Pinheiros, comentou sobre o papel do Pinheiros nas reuniões e decisões da Liga e sobre o papel de todos os diretores que também são ligados a clubes de basquetebol, finalizando a rodada de oratória Monadjemi, congratulou ninguém menos do que Hélio Rubéns, que segundo ele, foi o ex-técnico do Uberlândia, que começou a LNB, em uma conversa em uma convenção em Las Vegas o Hélio sugeriu ao Monadjemi que fizessem a Liga, essa então foi a primeira faísca para o Surgimento da Liga Nacional de Basquetebol.

Bom, depois dos elogios e apontamentos, feitos por todos, inclusive pelo Presidente do Pinheiros que também participou da cerimonia, com o discurso de abertura, começaram a roda de perguntas e respostas.

Eu tenho visto que eventos de Basquetebol no Brasil, são uma espécie de confraternização, sejam cursos ou eventos esportivos, ou comemorativos, é sempre um momento de colocar o papo em dia, isso também acontece com os jornalistas, mas tem um ponto bom nisso tudo, a minoria dos jornalistas acompanha todos os eventos de basquetebol que acontecem, logo é de onde vem as perguntas pertinentes, difícil ver alguém diferente perguntar algo que os fãs do esporte esperam, porque eles não acompanham a modalidade.

Bom depois do desabafo, a rodada de perguntas começa e a maioria dos Jornalistas presentes, perguntam sobre, o que a NBA vai fazer mas de forma repetitiva, a NBA e a LNB até ontem não tinham se reunido para discutir os planos de ação, mas nas duas primeiras perguntas, ficou claro que o trabalho é a longo prazo e as mudanças vem de dentro para fora, eles querem ajudar a LNB a se estruturar, querem trazer novos patrocinadores nacionais e internacionais, mas as mudanças não devem ter efeito nessa temporada, até por questões de planejamento, talvez próximo ao final da temporada, algumas coisas possam ser mais aparentes, mas agora não.

Depois de várias perguntas nesse naipe, o Fabio Aleixo, foi perguntar quanto a valores, mas em uma pergunta mais formulada do que a primeira do pleito de perguntas, porque ele queria saber, quanto a valores da NBA na LNB, quanto a patrocinadores e quanto ao aporte financeiro da Liga Norte Americana, quem respondeu foi o Arnon de Melo, não existe aporte financeiro, mas o suporte, a NBA não vai “dar” dinheiro, mas sim suporte para que a LNB ganhe mais dinheiro, quanto a valores envolvidos se é que existem não foi comentado porque a NBA não faz isso, nem comenta questões dos seus contratos.

Mais algumas perguntas e foi aberto para as entrevistas individuais.

Conversei com o Arnon de Mello, querendo saber um pouco mais sobre a troca de experiências entre as Ligas, já que essa é a base da Parceria.

“O primeiro ponto da parceria é assegurar que a liga, mantenha a crescente, que a liga continue com o trabalho que vem sendo feito. A NBA estará a disposição da LNB, em tudo o que a Liga solicite a ajuda, dentro e fora de quadra, desde o que acontece dentro e o que acontece fora de quadra, a NBA pode até mesmo ajudar a LNB, em projetos de Arenas”.

Área Restritiva – Os modelos de gestão são bem diferentes, tanto das franquias ou dos times, quanto da Liga, patrocínios de uniforme, vocês tem algo que pretendem levar daqui para agregar a NBA, porque é fácil falar do que pode melhorar aqui, mas existe algo que a NBA vê com interesse na LNB e pensa em levar para lá?
Arnon de Mello – Com relação a patrocínio de camisa, existem alguns testes em times da Liga de Desenvolvimento, tanto isso como outras questões de regra, elas são sempre testadas na D-league e eventualmente são levadas para a NBA, mas muita coisa ainda tem que acontecer, porque são vários fatores levados em consideração, até mesmo fatores culturais, porque os torcedores das franquias não estão habituados com patrocínios em suas camisetas.

Área Restritiva – A LBF na temporada passada teve uma situação em que existiu um intercâmbio entre a Liga Feminina e a WNBA, vocês tem algo assim previsto, em relação aos técnicos e suas comissões da NBA e do NBB?
Arnon de Mello – Isso é algo natural, vai acontecer em algum momento, mas ainda não temos nada programado, nos eventos da NBA já acontecem algo assim, já trouxemos técnicos e outros profissionais para cursos e clinicas, no NBA3X, levamos jogadores para aplicar clinicas para as crianças.

 

Área Restritiva – Pensando nesse saudosismo, qual a sensação nesse momento, mas você, não como presidente da LNB.
Cássio Roque – Eu não o presidente é difícil, mas é uma emoção sem limites, só pelo fato de pensar que eu ainda patrocino um time de basquete e vi o time crescendo e hoje disputando o NBB, Liga Sul Americana e hoje depois de várias reuniões de um grupo de idealistas, ponderar uma parceria com a NBA era algo impossível de pensar, hoje aconteceu, então não sei o que pensar onde podemos chegar, daqui 10 anos me pergunta como eu estou me sentido depois disso tudo.

Área Restritiva – Muito se fala do que a NBA pode trazer, mas alguma vez vocês já ponderaram do que a LNB pode levar para lá?
Cássio Roque – Difícil! (Risos)
Mas acredito que temos que levar para eles a nossa realidade, o modelo que o NBB foi elaborado, como ele funciona, mas eu penso que nessa vida tudo se aprende.

Área Restritiva – Vocês já deixaram claro que as conversas do que acontecem daqui para frente, ainda não foram decididas e planejadas, não decidiram ainda quais os passos daqui para frente, mas o que o fã pode esperar de mudanças a curto prazo, o que o fã vai conseguir visualizar com as mudanças que vão chegar dessa parceria?
Cássio Roque – Olha, agora eu acho que nada.
Nos jogos propriamente ditos não vamos ter reflexos imediatos, o que os fãs podem esperar é que essas reuniões, que são necessárias para as mudanças começam hoje, temos muita coisa para ver, que já estavam engatilhadas, mas queremos mudanças gradativas e permanentes no basquete.
Se você me perguntar por onde começam eu não sei, mas sei que vão acontecer.

 

Área Restritiva – É o papel da CBB nisso tudo?
Carlos Nunes – O papel da CBB é o mesmo, de apoio, a Liga tem que cumprir o que a FIBA pede para ela existir.
Nesse caso aqui a CBB está muito empolgada, uma parceria dessa vai dar condições da Liga melhorar tecnicamente e para nós que buscamos os atletas nas ligas isso é muito importante.

Área Restritiva – O que a CBB espera a curto prazo dessa parceria, pensando em planejamento da Seleção Brasileira?
Carlos Nunes – Com essa parceria, pode-se esperar uma liga mais forte, atletas que não precisem migrar para outras ligas, com isso novos valores podem aparecer na seleção brasileira.

Área Restritiva – O senhor acredita que essa parceria pode influenciar até mesmo nos Regionais?
Carlos Nunes – Olha, podemos dizer que sim, que essa parceria pode elevar o nível dos regionais, visando o Nacional.

Depois de tudo eu conclui o seguinte.

-A NBA é uma espécie de consultora da LNB.
-Segundo o diretor executivo, não existe aporte financeiro, mas um suporte para conseguir investidores.
-Uma das preocupações da NBA em relação a LNB é o licenciamento de produtos e realmente é algo fraco na Liga Nacional de Basquete.
-O primeiro ponto relacionado ao espetáculo que a NBA tem em vista é o jogo das estrelas, é pelo menos o que mais citaram.
-Existe a possibilidade de intercâmbio entre árbitros, dirigentes e técnicos, além das equipes, como já aconteceu com o Flamengo.
-Mas no fim o céu é o limite, porque a LNB pode tudo, mas como nada foi decidido ainda não pode nada.

Tirem suas conclusões.

 

É isso!

Comentem e Compartilhem!
Até+

Diego Silver

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