Estamos aqui presentes em mais uma cobertura, em mais uma partida do NBB, dessa vez no confronto entre Pinheiros/SKY e Paulistano/UNIMED, um dos maiores clássicos do basquetebol nacional, a partida que foi realizada no Ginásio Henrique Villaboim.

O jogo começa com um clima pesado, o jogo começa muito físico, apesar de um time menor e aparentemente mais fraco fisicamente, o Paulistano conseguiu tomar a frente do placar rapidamente, mesmo com dois tocos nos primeiros minutos do confronto, o volume ofensivo do Paulistano foi maior, eles souberam até aqui aproveitar a velocidade dos seus atletas, buscando brechas e abusando dos Tear Drops, que são aqueles arremessos em que o jogador joga a bola muito para cima, uma estratégia para fugir da grande estatura do Kurtz que é um dos pivôs mais altos da liga, resultado disso foi a ponta do placar quase o período inteiro, o Pinheiros tomou a frente nos minutos finais, mas depois de um a taque bem sucedido do Paulistano, o período acabou empatado 30 à 30.
Já no segundo quarto o jogo vem mais acirrado com o Pinheiros um pouco melhor, os donos da casa, conseguiram acertar seu ataque, aproveitando melhor as posses de bola, com menos dribles e mais passes, dificultando a marcação do Paulistano, mas aos poucos o jogo volta a ficar equiparado e as equipes começam a se alternar na frente do marcador, com o Pinheiros no minuto final abrindo 4 pontos e fechando o primeiro tempo 60 x 50.

As equipes foram para o intervalo, muito iguais, o Pinheiros é mais alto e mais forte, o Paulistano é mais baixo e mais rápido.
Nesse momento está claro que ganha quem tiver o melhor aproveitamento ofensivo, ou que consigo parar as investidas adversárias, mas mesmo que equiparadas o Pinheiros leva uma ligeira vantagem.

A volta do intervalo com o jogo muito parecido ao primeiro quarto da partida, com o Paulistano novamente tomando a dianteira da parcial, com o ataque rápido que possui. Mas os visitantes não conseguem segurar esse ímpeto por muito tempo, os donos da casa, se recuperam no terceiro quarto e mantém a frente no placar, resultado disso, 71 x 65.
A ultima parcial os animos, continuam elevados, mas o marcador nem tanto, depois do terceiro quarto onde o placar foi 11 à 13 para os visitantes, o basquetebol aqui não foi muito diferente, com o Paulistanos aproveitando todas as chances que teve para tomar a frente do placar, jogando dentro do garrafão e aproveitando os lances livres, o problema é que nenhuma das duas equipes tiveram um aproveitamento de quadra interessante, até aqui, no terceiro quarto o Paulistano/UNIMED, converteu 11 de 43 pontos tentados, e os donos da casa Pinheiros/SKY, 13 de 45.
No ultimo período a realidade, foi um pouco melhor, porque as equipes tentaram aproveitar mais a posse de bola trabalhando mais os 24 segundos.
Os minutos finais foram ficando mais interessantes a cada segundo que passava, nos minutos finais a estratégia dos dois técnicos e suas equipes aflorou e tomou forma, mesmo faltando 30 segundos para o final do jogo e o Pinheiros errado uma finalização, conseguiram pegar o rebote e trabalhar a bola para que o Joe Smith com toda a calma, conseguisse arremessar e deixar o jogo por um ponto e 20 segundos.

Felipe Ribeiro, faz falta no Dawkings, acumulando 5 faltas pessoais, sendo eliminado do confronto, Dawkings na linha do lance livre converte as duas finalizações, Joe Smith sofre falta na passagem para o ataque e também converte os dois, treze segundos para a final, Ted faz falta no Pedro, que tem sua oportunidade da linha do lance livre, converte os dois também, o Pinheiros com 10 segundos para o fim do jogo não consegue concluir a ultima posse, faz falta no Pedro e o jogo termina em 93 à 89 para os visitantes.

Depois de um final de jogo típico e porque não tradicional de basquetebol, o Paulistano conquista uma importante vitória sobre o embalado Pinheiros, nos domínios do adversário, com grande atuações do americanos dos dois times, pelo lado do Paulistano, Agba, Holloway e Dawkings, do lado dos donos da casa, Joe e Jason Smith.

“Por mais que o time do Pinheiros, tenha reforços e jogadores diferentes, a base é a mesma, a qualidade individual é bem parecida se não maior, eu vejo o Jason Smith, com um jogo da mesma qualidade que o Shamell, por isso jogar contra eles nessa temporada, tenho que pensar do mesmo jeito que pensei na temporada passada, precisamos ter um volume ofensivo melhor do que o deles, no primeiro tempo deu certo, mas tomamos 60 pontos o que não é normal, depois corrigimos isso, o jogo ficou mais chato de assistir, mas conquistamos a vitória”, comenta Gustavo de Conti, técnico do Paulistano/UNIMED.

É isso!

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Até+

Diego Silver