Campeão mundial em 1963, médico renomado e sobrevivente de uma grave doença que chegou a deixá-lo tetraplégico. Esses e outros temas estão presentes no livro “Cesta! Superações e conquistas de um atleta olímpico”, em que o ex-jogador de basquete Luiz Cláudio Menon lança na próxima terça-feira, dia 25, às 19h de Brasília, na Livraria Saraiva, do Shopping Ibirapuera, em São Paulo-SP. O evento contará com a presença do presidente da Confederação Brasileira de Basketball-CBB, Carlos Nunes.

“No fim de 2009, tive uma patologia neurológica que gerou um processo inflamatório em que fiquei tetraplégico. Felizmente, foi um estado temporário e estou me recuperando. Fiquei internado por quatro meses, sendo dois na UTI. Quando recebi alta, amigos, colegas de basquete só falavam na doença. Chegava a chorar por conta do trauma. Até que minha mulher Mila deu a ideia de um livro sobre a minha história esportiva”, contou Menon, de 70 anos.

O ex-ala-pivô da Seleção Brasileira contou com extenso material de pesquisa, pois sua mãe recortava jornais com tudo o que era publicado sobre o filho, desde o juvenil no Palmeiras até o encerramento da carreira. Além disso, telefonou para diversos amigos a fim de confirmar informações das quais não lembrava com tanta certeza. E, quando percebeu, o livro já estava pronto.

Além de ter sido a grande incentivadora para a criação do livro, e uma verdadeira enfermeira diante da doença do marido, Mila é uma espécie de co-autora da biografia. “Por ser professora na PUC-SP e lidar com teses de mestrado e doutorado, ela me orientou e ajudou a organizar o livro”, prosseguiu Menon.

O primeiro capítulo é dedicado ao tema da superação.

“O basquete foi importante para eu superar os problemas de saúde que tive na vida. Não me entreguei em nenhum momento e a Mila me ajudou muito”, recordou. Depois, Menon conta seu início no basquete. Lembra do complexo durante a adolescência por conta da altura e os outros garotos chamando-o de diversos apelidos como, por exemplo, “espanador da lua”.

“Isso me incomodava muito. Mas sempre gostei de basquete. Comecei a brincar atirando bolinhas de papel num balde que pendurei no quintal de casa. Em 1959, ano do Mundial do Chile, escutava os jogos no rádio e, quando a partida terminava, ia para a minha quadra imaginária e fazia cestas imaginando que estava recebendo passes do Amauri, do Wlamir, do Algodão. Nem imaginava que, dois anos depois, estaria concretizando o sonho de jogar ao lado deles”, disse.

No livro, Menon também relata as dificuldades que teve para conciliar a vida de jogador de basquete com a de médico endocrinologista.

“Não foi fácil, tive de abrir mão de torneios. Só joguei Pan-Americano, Mundial e Olimpíada. Nos Jogos de Munique, em 1972, tive uma das maiores alegrias da minha vida esportiva, que foi ser porta-bandeira na Cerimônia de Abertura”, afirmou Menon, que até hoje exerce a medicina.

O prefácio do livro ficou a cargo do jornalista Juca Kfouri, a quem o ex-jogador sempre respeitou e gostou de ler as colunas nos jornais e escutar no rádio.

“Sempre trocamos muitos e-mails. E, quando o convidei, ele aceitou prontamente”, finalizou Menon.

Nos dez anos em que defendeu a Seleção, o ala-pivô, além do título do Mundial no Rio de Janeiro, em 1963, foi medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de São Paulo, em 1963, bronze no Mundial do Uruguai, em 1967, vice-campeão no Mundial da Iugoslávia, em 1970, e campeão do Pan-Americano de Cali, em 1971.

DADOS DO LIVRO:
Nome: Cesta! Superações e conquistas de um atleta olímpico
Editora: Maquinária Editora
Formato: 14x21cm
Capa: papel cartão 250g
Miolo: papel off-set 90g
240 páginas
Preço: R$ 30,00