A partida é válida pela semifinal, mas o clima é de decisão. Depois de quatro partidas e duas vitórias para cada lado, Paschoalotto/Bauru e Mogi das Cruzes/Helbor definirão, nesta quarta-feira, dia 20 de Maio, quem será o segundo finalista da sétima edição do NBB e decidirá o título com o atual bicampeão Flamengo. O duelo derradeiro será às 19h30, no Ginásio Panela de Pressão, em Bauru – SP, com transmissão ao vivo pelos canais SporTV.

“Esse jogo representa a primeira final de NBB da nossa equipe e vamos jogar mais uma vez com o coração e com a alma. É preciso jogar com inteligência. O campeonato é muito forte, todas as equipes estão evoluindo e crescendo. O fator quadra mostrou nesta série que ajuda, mas não decide, então temos que jogar basquete. Evoluímos muitos dessa série para a anterior e vamos tentar fechar e buscar a primeira final do Bauru”, declarou o técnico do Bauru, Guerrinha.

Líder e quarto colocados da fase de classificação, bauruenses e mogianos fizeram uma série recheada de fortes emoções e partidas de tirar o fôlego. A equipe da cidade de Mogi das Cruzes abriu a disputa com vitória como visitante, por 81 a 73, mas não o feito no Jogo 2 e sofreu o empate logo na sequência ao ser derrotado, também no interior do Estado de São Paulo, pelo placar de 84 a 81.

Já no Alto Tietê, no fervoroso Ginásio Hugo Ramos, os comandados de Paco contaram com o tornaram a ficar em vantagem na série ao vencerem o Jogo 3 em seus domínios, pelo placar de 85 a 78. No entanto, os atuais campeões das Américas não se renderam e, em jogo épico que certamente ficará marcado na história do basquete nacional, levaram a melhor sobre o Mogi de maneira eletrizante, após duas prorrogações, por 98 a 91.

Playoff é assim mesmo. Não conseguimos fechar a série em casa e agora precisamos vencer lá no Panela de Pressão. Temos que acertar pequenos erros que cometemos no Jogo 4 para conseguirmos essa vitória. Nosso time é muito guerreiro e vamos lutar forte até o final por essa vaga na decisão do NBB”, comentou o ala e capitão do Mogi, Guilherme Filipin, autor de 22 pontos na última partida da série.

Shamell é o 2º maior cestinha da história dos Jogos 5 dos playoffs do NBB Fotos: João Pires/LNB
Shamell é o 2º maior cestinha da história dos Jogos 5 dos playoffs do NBB
Fotos: João Pires/LNB

A série por enquanto teve dois protagonistas, um para cada lado. A favor dos mogianos, o craque norte-americano Shamell, cestinha da atual temporada e também da história do NBB, que registrou 27, 13, 23 e 18 pontos nos respectivos quatro primeiros jogos contra Bauru e está com média de 20,3 tentos na presente semifinal. Do lado bauruense está Alex Garcia, que anotou 19, 22, 13 e 18 tentos nos jogos da série contra Mogi e possui média de 18,0 pontos nesta semi.

“Temos que estar focados e bem definidos no que vamos fazer dentro de quadra. No Jogo 5 o emocional é fundamental. Temos que estar muito fortes mentalmente para tomar as decisões certas. No quinto jogo não tem muito segredo, as duas equipes se conhecem bem, então é estar forte mentalmente e focado para poder vencer”, comentou o ala Alex Garcia, jogador que mais disputou e venceu Jogos 5 na história do NBB, com seis vitórias em oito oportunidades.

Alex é o jogador que mais disputou Jogos 5 na história do NBB Fotos: João Pires/LNB
Alex é o jogador que mais disputou Jogos 5 na história do NBB
Fotos: João Pires/LNB

Agora empatados em 2 a 2, Bauru e Mogi das Cruzes farão o Jogo 5 da série semifinal e protagonizarão mais uma decisão a seus currículos. No início da temporada, no mesmo Ginásio Panela de Pressão, os dois times estiveram frente a frente decidindo o título da Liga Sul-Americana 2014, que no fim, ficou com os bauruenses, que venceram a final por largos 79 a 53 e se sagraram campeões da competição da América do Sul.

No entanto, os mogianos espantaram um “fantasma” nesta série frente ao Bauru. Antes da semifinal, a equipe de Paco García havia disputado seis partidas contra os bauruenses na temporada, contando jogos de Campeonato Paulista, Sul-Americana e fase de classificação do NBB. O resultado: havia perdido todos. Mas logo no primeiro jogo, o Mogi quebrou esta escrita e ganhou ainda mais força para o restante da disputa.

“Sabíamos desde quando passamos por Macaé que Bauru era uma grande equipe e, assim como nós ganhamos na casa deles, eles poderiam vir aqui e retomar o mando. Estamos em busca do nosso sonho e esse sonho ainda está vivo dentro de nós, independente do resultado do Jogo 4. Continuamos acreditando e pedimos que a nossa torcida também acredite em nós”, disse o armador Alexandre Pinheiro, do Mogi, autor da linda bola de 3 que levou o Jogo 4 para a segunda prorrogação.

A situação de um Jogo 5 já não é novidade para nenhuma das equipes. Nas quartas de final, Bauru e Mogi precisaram de cinco jogos para avançarem à disputa da vaga na decisão do campeonato. Os comandados do técnico Guerrinha suaram para passar pelo rival Franca Basquete, assim como a agremiação do Alto Tietê, que precisou do quinto jogo para superar o surpreendente Macaé Basquete.

Tirando a experiência desta edição, os dois times disputaram somente um Jogo 5 em suas histórias nos playoffs do NBB, ambos em quartas de finais. Na temporada 2012/2013, os bauruenses levaram a melhor novamente sobre seu arquirrival Franca. Já os mogianos conseguiram a proeza de vencer um Jogo 5 na temporada passada, quando, mesmo saindo perdendo a série para a Winner/Limeira por 2 a 0, conseguiu a virada histórica para 3 a 2.

Mas se o assunto é Jogo 5, o histórico do campeonato divide opiniões. Em toda as edições da maior competição do basquete brasileiro, somente 68 séries de playoff foram realizadas, e 28 delas decididas no quinto jogo, mas somente cinco vencidas pela equipe que jogou fora de casa. Porém, apenas nove destes 28 tiveram como ganhador o time que ganhou o Jogo 4, neste caso o Bauru.

 

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Diego Silver