Angel One, mais perto do que você imagina

O Mangá brasileiro de Basquete e cultura, Angel One está próximo do seu lançamento e o Área, conversou com o Sergio Anjo, criador do mangá

Quando falamos de Mangás de Basquete, já recorremos a memória de Slam Dunk, ou para os mais novos, lembramos de Kuroko no Basket e se nós falássemos para você que existe um mangá brasileiro de Basquete e que é baseado em pessoas reais? Você precisa conhecer o Angel One.

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Para falarmos melhor sobre a história, o Área Restritiva conversou com o Sérgio Anjo, o artista mineiro, criador do Angel One.

Área Restritiva – Sérgio para começarmos, você podia falar um pouco da sua relação com os quadrinhos. Por que e como você se envolveu com a arte dos quadrinhos?

Desde de novo me interessei pela arte de contar historias em quadrinhos e na 1° serie, um coleguinha de classe fez um desenho que ficou muito bom pra uma criança de 7 anos de idade (mais tarde foi descobrir que ele tinha feito uma copia, riros) o que não tira o mérito dele né?!

Depois disso, me coloquei a tentar reproduzir o desenho que ele tinha feito por minha memória fotográfica, minhas tentativas era frustrantes, pois não chegavam naquilo que eu tinha idealizado em minha cabeça. Com o tempo e sem perceber, comecei a tomar gosto pela coisa e me via a todo momento desenhando e de vez em nunca tentando desenhar aquilo que eu via nos quadrinhos que eu gostava, eu não gostava de copiar porque na verdade a criação me chamava muito mais a atenção.

https://www.instagram.com/anjofds/

Área Restritiva – O que levou você a optar pelas histórias em quadrinhos no estilo mangá?

Meu primeiro contato com o mangá, foi através as animações que passavam no brasil na tv aberta, essas foram meu gatilho para me apaixonar. Gostava muito de Patrulha Estelar, Pirata do Espaço, Zillion, e muito outos.

Na época, não havia a cultura de consumo de quadrinhos japoneses no brasil, nenhuma editora apostava nessa linha de quadrinhos, mesmo porque existiam os sindicates que acabavam barrando a entrada dos mesmos por aqui. Até que no ano de 1994, a saudosa manchete, vem com um projeto audacioso na época de voltar com as animações japonesas, surge então Cavaleiros do Zodíaco, que passava no mesmo horário de malhação que estava no seu primeiro ano e talvez a melhor fase dela e a manchete teve altos picos de audiência meio que ficando pau a pau com a globo. Tudo começou ali, foi a chave virando.

Área Restritiva – Nos conte um pouco sobre as origens do mangá Angel One? Essa história tem algum ponto de partida em particular?

Angel One começou a ser escrito e idealizado em meados dos anos 2000, o Diego – um dos personagens principais – era até branco e padrãozão Japonês, rs…. e ele tomou uma encorpada quando eu tive contato com o filme o sexto homem que foi uma inspiração gigante pra mim. De lá pra cá, a historia ganhou bandeiras que eu assumo como minhas, meu amor pelo esporte e meus personagens se tornaram algo muito sólido pra mim, hoje eles tem alma, existem, são fortes, são humanos.

Diego e Diego são os personagens principais da trama, que envolve o Basquete e várias frentes relacionadas a cultura, negritude e empoderamento.
Diego e Diego são os personagens principais da trama, que envolve o Basquete e várias frentes relacionadas a cultura, negritude e empoderamento. Imagem: Divulgação

Área Restritiva – Quais foram as inspirações que originou a criação de uma história com a temática envolvendo basquete e sua cultura?

Eu venho do universo do hip hop, sou escritor de rua a mais de 20 anos, e me interessei e ingressei na cultura através da dança. Jogo basquete desde de meus 15 anos e todos os dias de um tempo pra cá super envolvido com tudo sobre quem sou eu e quando você começa a tentar entender quem é você, vem um monte de perguntas que querem e precisam de respostas.

Logo, eu entendi que o meu gosto pela cultura preta, não era mero acaso, tudo estava interligado desde de sempre e isso me fez entender quem eu era dentro do mundo, e de qual cultura eu pertencia.

Angel One nasceu apenas sendo uma historia em quadrinhos, mas hoje, ela tem um viés cultural e demonstra ser algo, além de uma historia em quadrinhos. Angel One fala do povo preto em varias conotações, é um pequeno guia sobre a historia do basquete, e tudo que envolve ela e o entorno dela, é mais um veiculo de empoderamento, além de ser algo que espero encantar, e divertir geral que curte o esporte e esse estilo de historia em quadrinho.

Área Restritiva – Você ilustra e roteiriza o Angel One sozinho ou tem uma equipe pra te auxiliar a produzir esse projeto?

Tem uma equipe que foi se formando ao longo do processo, pessoas que nunca me deixaram desistir de Angel One: minha filha foi o start da parada, teve uma época que Angel One ficou engavetada por muito tempo e ela encontrou as paginas e se apaixonou, me fritou ate eu começar a produzir de novo.

O rapper Monge MC é o cabeça pensante no sentido de organizar ações e busca de editais e correria por traz do grupo ja esta nessa caminhada comigo a muuuuuuiiiiiito tempo. Lucas Raito, foi meu aluno, ministrou aula na minha antiga escola e hoje ele esta como coprodutor do projeto, ele esta na área de balonamento, onomatopeias e fechamentos de arquivos, o braço direito e esquerdo da parada.

Walter, pegou alguns backgrounds pra fazer mas ele é a pessoa responsável por colocar o projeto nas plataformas de financiamento colaborativos. Wera, que também é um grafiteiro de alto nível esta na parte de fotografia e produção de intervenção que queremos fazer.

Hoje essa é a equipe que esta comigo, mas varias outra pessoas ja contribuíram pra mesma acontecer.

Área Restritiva – Queríamos saber um pouco mais sobre o design dos personagens dessa série. Você pode nos contar um pouco sobre o desenvolvimento estético e social dos protagonistas?

Sim, fora a equipe de produção tem amigos que acreditam no projeto e abraçaram a causa desde de o começo, tanto estão com o Angel One no coração que até são personagens ativos em um momento na história, é o caso do Hertz e o Rômulo do uuuuiiiithuglife, o Diego Silver aqui do Área e vários outros nomes que prefiro deixar em suspense (risos).

Angel One, tem alguns personagens que são baseados em pessoas reais envolvidas com a produção e com o Basquete.
A primeira versão do encontro dos personagens baseados em pessoas reais. Imagem: Divulgação

Área Restritiva – E como vê a reação e empolgação  dessas pessoas da vida real sendo personagens de seu mangá?

No final de março lançaremos uma previa das primeiras 50 paginas do projeto que serão doadas para fãs que acompanham nosso Instagram… SIMMMM!!!!! A prévia será doada para 300 fãs, após a Issue #0 da Angel One, lançaremos a campanha em primeira instancia no Cartase em meados de abril. Rorcendo para que consigamos atingir a meta para soltar o primeiro volume que tem um total de 186 paginas.

Área Restritiva – Qual será a data de lançamento da campanha do mangá? E onde o pessoal que lê a matéria podem acompanhar o Angel One e seus outros trabalhos?

O designer dos personagens foi um esquema meio louco (risos), eu precisei montar vários personagens com personalidades diferentes pessoas que realmente tivesse alma, e que tivessem uma linha de raciocínio lógico para seguir. Então eu comecei a estudar as pessoas que estavam próximas a mim que vivenciavam o meu dia a dia dentro de quadra.

Eu fiz da seguinte maneira pegava duas pessoas que eu admirava por alguma coisa em especifico e juntava em uma só criando um personagem único (risos), parece estranho mas funcionou (risos). Um dos protagonistas por exemplo eu me baseei no Will Smith quando interpretou “UM MALUCO NO PEDAÇO” que caiu como uma luva na proposta do personagem da historia.

Falta pouco, março é o mês de lançamento da Issue #0 da Angel One
Falta pouco, março é o mês de lançamento da Issue #0 da Angel One. Imagem: Divulgação

Área Restritiva – Para finalizar, como vê o mercado de quadrinhos hoje no Brasil?

O mercado de quadrinhos brasileiros independentes, está num momento muito promissor, tem uma galera arrebentando em concursos fora do brasil principalmente no Japão, isso me alegra muito, pois demonstra que as sementes plantadas lá atrás estão dando ótimos frutos agora. Eu sempre gostei de lecionar, ensinar tudo aquilo que eu aprendi ao longo de minha vivencia, hoje eu estou me dando o direito de sonhar em ter um quadrinho meu, onde pessoas possam ver um pouquinho daquilo que eu vivi, aprendi ao longo da minha caminhada.

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