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  A incrível história de uma menina e um não no esporte

Aqui estamos nós em mais uma oportunidade de contar uma história do Esporte, uma história que na verdade é da Educação Física. Bom, vamos lá. Eu costumo dizer para algumas pessoas que ‘as vezes até um pé na bunda, empurra a gente para frente’ e essa história é um grande Plot Twist da vida que para mim essa frase pode ser a sinopse dela.

Hoje em dia, por mais que mais difícil de acontecer ou de se imaginar, as meninas são mais presentes nas aulas de educação física, claro que também é esperado, um momento de atividades inclusivas a todos e atrativas sempre. Bem, mas nem sempre era assim e essa história começa dessa forma, essa história tem o seu personagem principal uma menina.

Essa menina queria participar das aulas de educação física, queria praticar esportes, mas ela não podia. Você nesse momento deve estar pensando “nem todo mundo pode”, “normal uma menina não poder fazer aula de educação física”, se você foi mais longe e pensou algo do tipo menina e esporte são opostos, eu sugiro que você pare de ler esse texto agora, tudo bem!?

Infelizmente essa menina, era pequena em estatura e porte físico, um pouco estabanada, mas muito esforçada. Afinal, se eles conseguem e podem porque eu não consigo, o melhor pensamento de todos para uma pessoa obstinada. Mas uma grande barreira apareceu e em mais de uma oportunidade, a autoridade maior dentro daquele espaço, daquele templo que deveria pregar a igualdade de oportunidades, o professor de educação física.

O personagem dessa história que é o grande vilão, não deveria ser mas será o nosso antagonista. O professor de Educação Física, desestimulava e muito a prática de atividade física da nossa menina, em suas aulas. Ela ainda tentou e lutou bravamente, mas naquele momento ela não era a voz a ser ouvida, afinal lugar de mulher nunca foi no esporte, então porque estimular uma pequena menina a praticar esportes em geral, aquilo não é para ela.

Pois bem, a vida seguiu, ela infelizmente desistiu. Não iria praticar esportes, não era para ela, não foi assim que ensinaram!?

Então, a menina cresceu, virou adulta, não virou atleta, mas a paixão por esportes e a ânsia por pratica-los continuou, mas um certo senso de justiça cresceu junto da menina, já que ela foi privada do que ela mais queria fazer quando criança, ela queria jogar, ela queria brincar, ela queria ser feliz praticando esportes.

Esse senso de justiça virou uma força maior e ela decidiu que um dia iria abrir a sua própria escola de esportes. Algo louco de se pensar não, então uma menina que nunca jogou nada e nem fazer as aulas de educação física podia fazer, abrindo uma escola de esportes.

Ela fez todos os seus planos, juntos dinheiro a vida inteira, fez mais de uma graduação, entre elas Educação Física e a graduação em EF veio quando ela já estava aposentada e sem precisar provar nada para ninguém, ela comprou um terreno, construiu uma escola de esporte e pronto, justiça feita.

Uma escola de esportes que entende a importância da prática esportiva por todos, como o projeto da escola mesmo diz ela defende a importância da inclusão da criança em atividades esportivas desde os primeiros anos de vida, que entende dos processos de formação e maturação do ser humano e pretende colaborar para a formação saudável, alegre e prazerosa dos pequenos, como não falar de um projeto que além de tudo tem como parte dos seus objetivos levar muito em consideração a vontade da criança, adequando e incentivando a sua preferência.

Bom, a pessoa da história se chama Prazeres, ela se formou em Ciência da Atividade Física, curso da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) esse curso agora se chama Educação Física e Saúde. Ela abriu a Esportes Conviver em 2010 e eu quis trazer essa história aqui porque eu acho tudo isso muito incrível e ainda mais ver como uma história como essa pode acabar assim.

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Eu tive a honra de conhecer a prazeres, em um evento proveniente da Iniciativa Escolinhas de Basquete no Brasil, ela foi lá contar a sua história e esse mês eu tive a oportunidade de levar o Sub-11 do Corinthians para jogar na Esportes Conviver, claro que eu iria trazer essa história para vocês.

SOBRE O AUTOR Diego Andrade, mais conhecido como Diego Silver. Professor de Educação Física. Pai, viciado em coisas de Nerd e é claro entusiasta do Basquetebol. Ex-Aluno do Bi-Campeão Mundial Rosa Branca, quando o mesmo era servidor do SESC Consolação. CONHECER TODO TIME
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